
Tudo o que morre e passa
é símbolo somente
o que não se atinge
aqui temos presente
o indefinível se realiza aqui
o feminino eterno atrai-nos para si .
Goethe
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Folha de São Paulo - 28/01/2001
INTOLERÂNCIA
Mistura de preconceito e conservadorismo religioso deixa as
dançarinas na mira da polícia moral egípcia Egito censura o
ventre na dança do ventre PAULA SCHMITT ESPECIAL PARA A FOLHA,
DO CAIRO
Mais uma noite de dança do ventre no Nilo, em um dos vários
barcos que navegam o rio enquanto os clientes jantam e apreciam
o show. O barco se move. A Torre do Cairo desponta pela janela,
o prédio da Rádio e Televisão Egípcia passa devagar, o
Ministério das Relações Exteriores mostra orgulhoso o junco
faraônico que decora as suas colunas. No bufê, falafel, tabule,
kafta. A música árabe avisa aos comensais que a dança do ventre
vai começar.
Nada pode ser mais egípcio. Ou pode? No palco, uma mulher ruiva,
de olhos azuis e pele alvíssima mostra o que é que a norueguesa
tem. Majken Waerdahl -ou Hanin, para o público- tem 27 anos e
dança há seis. Assim como outras estrangeiras, Hanin conseguiu
unir prazer e trabalho ao vir para o Egito e ocupar o lugar de
uma espécie que já está se tornando raridade: a "legítima"
dançarina do ventre. O desaparecimento das egípcias nessa arte
tem causas não confirmadas, mas cada dia mais evidentes. O
motivo principal parece ser uma mistura de preconceito com
conservadorismo religioso. Segundo Farida Fahmy, diva do
folclore egípcio, ex-bailarina e mestre em etnologia da dança, o
país tem uma "relação de amor e ódio" com a dança do ventre. "Os
egípcios podem até ir ao show, mas vão sempre olhar as
dançarinas com menosprezo." A própria Farida deixa escapar um
desprezo todo seu: "Nosso grupo de dança folclórica mostrava a
dança do ventre com decência e arte, não com o intuito de
seduzir". Farida explica que as egípcias "nascem com a dança do
ventre no sangue", mas são imediatamente dissuadidas do hábito.
"Enquanto a filha tem 6 anos ou 7 anos de idade, a mãe acha
bonitinho vê-la dançar. Mas, assim que a menina cria corpo, a
mãe proíbe a filha dizendo que aquilo é indecente." A repressão
não fica só no âmbito familiar.
A Adab, ou "polícia moral", faz incursões por hotéis e casas
noturnas para se certificar de que as dançarinas estão cumprindo
o seu código de bons costumes. As restrições são tantas que a
dança do ventre pode em breve se tornar dança do pescoço, a
única parte do corpo que parece ter sido esquecida pelos
censores.
De acordo com a Adab, as dançarinas não podem deixar as coxas à
mostra e, num desafio à semântica, não podem mostrar o ventre. A
região que vai da cintura ao seio é usualmente coberta com uma
rede ou meia fina, qualquer coisa que pareça cumprir a lei.
Algumas dançarinas preferem cobrir-se por completo. "Eu não me
arrisco, cubro tudo e me livro de ser mandada para a cadeia",
explica Hanin. A inglesa Francesca Sullivan, dançarina do ventre
e jornalista, explica que nos hotéis cinco estrelas, ao
contrário dos cabarés, ainda é possível burlar a lei. Mesmo
assim, muitos hotéis preferem não arriscar. "Os policiais vêm
aqui e multam a gente", explica Hisham Abdelaziz, gerente do
cinco estrelas Semiramis.
Como o ventre deixou de ser a atração principal, vale tudo para
entreter o público. Completamente coberta com seu vestido
vermelho, a dançarina Sohair tentava animar o público balançando
um deslocado guarda-chuva, lembrando mais o frevo do Nordeste
brasileiro do que qualquer expressão cultural do Egito
desértico. As consequências já são visíveis. De acordo com a
Autoridade de Arte Egípcia, em 1957 havia cerca de 5.000
dançarinas do ventre profissionais. Atualmente apenas 380 estão
registradas. E o registro é feito junto à Adab, a polícia moral,
não nos sindicatos -dançarinas do ventre não têm representação.
Para o empresário Omar Said, muçulmano que não bebe, não fuma e
reza cinco vezes por dia, "a atmosfera geral do país está
conduzindo a nação para o fundamentalismo religioso e a
intolerância".
Para Said, arte e religião não deveriam se misturar. "O Islã,
por exemplo, não admite o culto a imagens, mas nem por isso nós
vamos destruir as estatuas faraônicas." Se por um lado o Egito
está diminuindo a produção de dançarinas locais, o país continua
sendo o centro mundial para a exportação da técnica. Em meados
do ano passado, a professora de dança do ventre Rakeia Hassan
reuniu 170 dançarinas do mundo inteiro para uma oficina de dança
do ventre. Entre elas, alunas e professoras de Estados Unidos,
Itália, Noruega e nada menos que 35 professoras do Japão. A
excelência na dança do ventre, porém, parece estar com as
egípcias. Para Francesca Sullivan, estrela da dança do ventre,
loira e relativamente famosa, as egípcias vão ser sempre
melhores. "Elas têm um jeito de se comunicar com a platéia, uma
empatia que é essencialmente egípcia. Tem a ver com a linguagem
corporal da cultura deles, gestos, músicas, letras. A dançarina
e a platéia partilham do mesmo subtexto". A professora Rakeia
concorda. Em meio a 15 alunas francesas -donas-de-casa,
empresárias e estudantes- que vieram ao Egito exclusivamente
para duas semanas intensivas de dança do ventre, Rakeia ecoa o
que foi repetido por todas as 11 dançarinas profissionais
estrangeiras entrevistadas para esta reportagem. "O ritmo das
egípcias está no sangue. É o mesmo que eu tentar sambar. Você
acha que eu vou sambar como uma brasileira?"
***
A Estrutura dos Shows no Meio Oriente
Com milhares de luxuosos e sofisticados night clubs espalhados
por diversos países, o Meio Oriente tem alto nível de
sofisticação nos seus shows. As bailarinas tem sempre que estar
se renovando e investindo nos seus shows. A começar pelo guarda
roupa: estilistas renomados da alta costura assinam os modelos
que são renovados a cada temporada.
As músicas são feitas por compositores famosos especialmente
para as bailarinas. A orquestra tem no mínimo seis músicos. Os
ensaios são conduzidos pela bailarina : ela é quem dá a
acentuação do ritmo nas músicas segundo seu gosto pessoal e seu
estilo.
Ela também tem cantores para dar voz às interpretações. As vezes
se usam grupos de bailarinos dançando dabke, saidi e danças
folclóricas como apoio ao show da bailarina, na mesma noite
podemos assistir a uma estrela da dança seguida de um dos
grandes cantores do mundo árabe: Jorge Uassuf, Rágheb Aleme,
Mel-hem Barakat, Noal El Zoghbi. Outras vezes, a bailarina e seu
grupo são a única atração do night club, nesse caso a
responsabilidade da bailarina aumenta , pois ela juntamente com
seu grupo de bailarinos cantores e orquestra tem que prender a
atenção do público pelo espaço de mais de duas horas
***

Artigo Publicado no Jornal Carta do Líbano
Dentre de todos os shows étnicos, o árabe ou o oriental é o mais
contagiante e encantador. É possível alguém ficar parado ao
escutar os primeiros repiques do Durbak?
No países do norte da África e do Médio Oriente as mulheres
dançam entre si para se entreterem, nesses momentos existe pouca
diferença entre a platéia e os espectadores, e em momentos
determinados cada uma tem a chance de ser os dois. As crianças
aprendem cedo a imitar a dança das mulheres e são encorajadas a
mostrar o que sabem. A dança árabe é baseada em técnicas
específicas, mas cada mulher desenvolve seu estilo próprio
expressando a sua sensibilidade e personalidade através dos
movimentos
A dança oriental ganhou fama mundial quando Napoleão fez uma
expedição ao Egito em 1798, os europeus foram cativados pelas
bailarinas gawazee (ciganas) famosas pelas suas performances que
ficaram imortalizadas pelas pinturas e livros do chamados
orientalistas com Delacroix, Gerome, David Robert Flaubert, daí
o nome “Dance du Ventre”, por causa dos acentuados movimentos da
barriga e dos quadris. Hoje a “Raks el sharki”continua como uma
arte popular nos casamentos festas e casas noturnas ou como uma
forma de expressão pessoal nas festas familiares.
Tão importante como estudar a técnica e os ritmos da dança ,é
criar e compor o seu próprio traje de bailarina.Aí também
revelam-se aspectos da personalidade da bailarina: a escolha de
cores, design da roupa, a criação do bordado, além de serem um
trabalho artístico e um desafio para a criatividade, são também
uma forma de terapia.
Os levantamentos históricos revelam que as bailarinas vestiam em
público a mesma roupa que as mulheres de classe média vestiam na
privacidade do harém, basicamente consistia em um vestido de
fundo longo e transparente com mangas largas até os cotovelos
que caíam conforme elas dançavam movendo os braços, deixando a
mostra braceletes e adornos das mãos e dedos em cima vestiam um
colete firmemente amarrado para mostrar os contorno do corpo, os
movimentos dos quadris eram valorizados por uma ou mais franjas
amarradas as ancas ou por lenços e véus brilhantes envolvendo a
bacia.
No século XX a dança se internacionalizou e se modificou para
ganhar platéias do mundo inteiro. Como estagiária por três meses
no atelier de alta costura de Fuad Sarkis responsável pelos
figurino de Dina, Howaida, El Hashim, Narimam Abud, Dani Bustos,
para citar apenas alguns nomes, pude assistir a todos os
melhores shows das grandes estrelas de Oriente, que montam
espetáculos novos todo ano para o qual compram músicas de
compositores renomados, contratam coreógrafos e mudam
radicalmente os figurinos, lançando modas para as profissionais
de dança do ventre do mundo inteiro. Ombreiras, mini saias,
capas, coroas e luvas, não são escolhidos apenas por gosto
pessoal, mais fazem parte do contexto do show e da imagem e
perfil que cada artista quer traçar junto ao público e a mídia
sofisticação e profissionalismo, aliados a ao talento e
personalidades de cada artista são os componentes que atraem,
seduzem e encantam turistas amantes e estudiosos da cultura
árabe.
***
Traços Gerais do Khalige
Muitas mudanças têm ocorrido no Golfo desde o começo do século,e
a principal razão é a comercialização do petróleo, trazendo a
esses países uma riqueza jamais experimentada na sua história.
Seu povo hoje tem acesso a todo o tipo de modernidade e
tecnologia,o que provoca mudanças nos hábitos e costumes.
Um dos aspectos mais marcantes da música do Golfo é a maneira
gutural de empostar a voz, diferente do canto operístico onde a
voz é trabalhada no timbre, na tessitura,na afinação. Nas festas
populares ,o canto muitas vezes coletivo é acompanhado por
instrumentos de percussão que podem ser substituídos ou ajudados
por instrumentos de sopro. Nas cidades,temos o violino,o
alaúde,e o hanun (ancestral da harpa), e mais recentemente o
órgão eletrônico que hoje é amplamente usado devido a
diversidade de recursos que ele oferece, servindo para compensar
deficiências musicais como criatividade e domínio técnico.
Além das canções para as festividades, onde tomam parte danças
elaboradas,outros gêneros são usados em corridas de cavalos
nascimento de camelos, ou para simples diversão com jogos
rápidos de palavras.Nas gravações modernas vemos forte
influência de estilos egípcios e tecnologia de
estúdio,disseminados largamente por todo Oriente Médio, é a
música de consumo,que lança cantores pop em shows de TV, clips e
alcança grande vendagem de CDs .Por outro lado , governos tem
estimulado a criação de conservatórios nacionais, favorecendo a
produção de uma música de identidade nacional, cujos cantores
desse gênero mais elaborado, são convidados em turnês e
festivais por todo o mundo árabe, influenciando também os
artistas desses paises.
Flávio Ganem Metne-in Oriente Express 98
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Véus
É comum em várias regiões do Oriente as mulheres cobrirem a
cabeça e o rosto com véus, tendo para isso diferentes motivos e
estilos de uso. Na Índia elas se cobrem em sinal de
castidade,envolvem o corpo em saris, de 5 metros de comprimento,
que terminam por lhes cobrir os cabelos,geralmente penteados com
uma trança e enfeitados com pérolas e flores.
No Mundo Árabe os véus são parte da rotina de qualquer pessoa
,seja para proteger a cabeça do calor,seja por motivo
religioso,ou como adorno; sobre o véu na altura da testa,é usada
uma tiara com moedas de ouro e prata presas a correntes que caem
nas têmporas e tilitam com o caminhar. As privilegiadas mulheres
da sociedade enfeitam a cabeça com jóias e adornos preciosos.Com
a modernização dos costumes ,nos países mais ocidentalizados
como Líbano Síria Egito, as famílias gradualmente estão
abandonando a obrigatoriedade do uso dos véus ,ainda que isso
represente uma deferência e respeito aos padrões religiosos.
Entre as beduínas do deserto,o véu é muito mais uma necessidade
do que um modismo,uma vez que a temperatura pode ultrapassar 50
graus, sem falar das tempestades de areia que ferem os olhos ,o
sol causticante,e vento noturno que sopra gelado.
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A
maioria das religiões do Oriente impõem a mulher recato
discrição, e consideram provocação expor aos olhos
masculinos, as feições,os cabelos sedosos,a expressão do
olhar ,e em países ultra conservadores de um islamismo
extremado,como Arábia Saudita e demais países do
Golfo,elas devem usar um manto negro semelhante ao das
madres que lhes oculta completamente o rosto e corpo
,desde a adolescência,não sendo jamais permitido tirá-lo
em público. No Norte da África ,embora prevaleça o
islamismo,as mulheres podem mostrar o rosto,mantendo a
cabeça coberta.
É verdade que os cabelos sempre foram símbolo de sedução
e sensualidade cobri-los não apenas demonstra recato e
compostura mas é a forma correta de se dirigir às
divindades,como se o véu nos envolvesse e se
incorporasse à nossa aura , nos preservando do mundano,e
nos convidando à interiorização. Do mesmo modo velar e
desvelar-se com os véus demonstra a sutileza do poder
feminino,onde ela se esconde do mundo e ao mesmo tempo
se oferece ao seu escolhido . Nas Mitologias antigas ele
representa as muitas formas da natureza com as quais o
espírito se reveste, ou seja , a mesma energia,o mesmo
sentimento, materializado em diferentes formas, maleável
como o véu.
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Dança do
Ventre, a Magia e o Mistério de uma Arte Milenar
O mundo moderno assiste a uma progressiva queda das fronteiras
nacionais , vivemos num mundo cosmopolita , onde os valores e as
culturas se interpenetram e se mesclam. O Ocidente e Oriente
estão cada dia mais próximos, e essa proximidade se faz sentir
de um modo muito especial,nas Artes , que passam a evoluir,
influenciadas pela filosofía e pela estética do Oriente e do
Ocidente.
Aqui no Brasil, todos sabemos a importante contribuição que o
povo Árabe tem nos dado, tanto pelo interesse em participar
ativamente da economia e do desenvolvimento nacionais , como
pelos valores que nos tem ensinado: generosidade, hospitalidade,
singular respeito à família, amor à religiosidade. Além disso a
cozinha Árabe é reconhecida internacionalmente como uma das mas
sofisticadas e saudáveis do mundo. Apesar do intercâmbio
econômico e cultural com ocidente, os paises árabes mantém sua
organização social e política e preservam a sua cultura.
Dentre as manifestações culturais Árabes, que atravessam
séculos, a "Raks-el Charki", conhecida no ocidente como Dança do
Ventre é a mais difundida. A dança e uma linguagem universal ,no
alvorecer da história ela era uma exaltação ao Divino, um meio
de união e êxtase,era prece e ação mágica; a dança acompanhava
todos os momentos da vida; cada estação era recebida com dança
para ajudar as colheitas e afastar as calamidades, ela reunia o
plástico à música através do milagre do ritmo. Ao longo dos
séculos surgiram as danças folclóricas, a dança oriental tem
origem nebulosa, acredita-se que tenha surgido há milênios no
Egito , país que é ao mesmo tempo centro conservador das
tradições culturais e vanguarda artística do meio Oriente,daí
ela se irradiou por todos os países árabes.
A Dança do Ventre celebra o Feminino da Criação,a Fertilidade, a
Doçura ,a Subjetividade, a Sedução, a Sensualidade da mulher. Em
relação aos benefícios orgânicos a Dança árabe trabalha os
órgãos do baixo ventre, normalizando suas funções, os movimentos
ondulatórios massageiam a coluna e aumentam a flexibilidade do
corpo, mas a grande vantagem é que a arte do Oriente deixa uma
margem à improvisação,à criatividade, e à sensibilidade de quem
à pratica, assim cada bailarina, desenvolve seu próprio estilo.
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RAKS EL
SHARKY Dança oriental ou dança do ventre
por Maíra Elias Magno da Silva.
Não se pode datar com exatidão o nascimento desta que é
considerada uma das mais antigas formas de expressão corporal da
humanidade, porém acredita-se que rituais religiosos do antigo
império egípcio tenham sido o marco zero na elaboração desta
dança milenar (PORTINARI, 1989). Mas será a dança oriental (ou
do ventre como é conhecida no ocidente) nos moldes que nos são
apresentados hoje em dia, expressão típica da cultura e religião
dos povos que ocuparam o império egípcio a cerca de quatro mil
anos atrás? Muito dificilmente.
Para reconstituir este quebra-cabeças teríamos que voltar na
história cerca de quarenta séculos. A civilização egípcia
instaurou-se às margens do rio Nilo e teve cerca de 35 séculos
de existência. Em toda a sua história, foi invadida e dominada
por vários povos, entre eles: hicsos, assírios, babilônios,
mesopotâmios, gregos e romanos (PEDRO, 1985). Sendo o processo
de aculturação entre povos dominantes e dominados praticamente
inexorável, parte da cultura da época dos faraós foi perdida,
parte assimilada e parte re-elaborada. Desta forma, os rituais
religiosos do antigo Egito, dos quais acredita-se que a dança
oriental deriva, foram, ao longo de séculos de história,
profanados, miscigenados ou até mesmo, totalmente perdidos.
Assim, não podemos afirmar com certeza que a dança oriental é
uma dança egípcia por excelência.
Será ela uma dança árabe? Provavelmente a maior contribuição
para a elaboração e perpetuação desta dança tenha vindo dos
povos árabes islâmicos, porém existem registros contemporâneos à
civilização Greco - Romana, que datam do século I DC, nos quais
um poeta hispano - romano denominado Marcial, descreve a beleza
da dança de bailarinas fenícias, chamadas Gaditanas. Este entre
outros poetas da época cita a beleza destas danças, dizendo que
os movimentos se concentravam nos quadris, e que tais bailarinas
eram o encanto de Roma, naquela época. Além destes documentos,
temos registro de pinturas ainda da civilização clássica, em que
são ilustradas bailarinas envoltas em véus, e gravadas em poses
que se assemelham muito a movimentos típicos da dança oriental.
Porém, torna-se muito difícil conceituar estas danças ou mesmo
abordar o tema da dança oriental antes da expansão dos árabes
por volta do século VII da era cristã, uma vez que os registros
são pontuais, escassos e subjetivos. Desta forma é comum
associar a dança oriental aos povos árabes, uma vez que foram
eles os responsáveis pela união destas danças e manifestações
culturais em uma única dança, batizando-a de Raks El Sharky
(raks dança em árabe e sharky oriente).
A modernização da dança oriental ocorre no início do século XX,
neste período a dança é levada para o palco de casas noturnas,
cassinos e às telas do cinema. Desta forma tornou-se necessária
uma elaboração cênica desta dança. As bailarinas foram buscar
inspiração principalmente no ballet clássico e nos filmes
musicais norte americanos, pois eram estas as danças cênicas
mais comuns da época. Sob estas influências, a dança oriental
não se descaracteriza e nem perde a sua ligação com a cultura
árabe, muito pelo contrário, o nacionalismo e o regionalismo
eram figuras marcantes nos espetáculos da época. Muitos
elementos cênicos são introduzidos à dança oriental tais como:
grande movimentação, interpretações teatralizadas, marcações
coreográficas, corpos de baile, grandes entradas, finais
marcantes, figurinos cada vez mais luxuosos, linhas de movimento
nítidas e alongadas. Porém, o sentimento oriental e a
improvisação permaneciam presentes às bailarinas, o que explica
a extrema diversidade de estilos e formas de se dançar das
bailarinas árabes.
Foi criada uma rotina para shows, não uma forma de pasteurizar
as bailarinas. A liberdade de criação e a personalidade de cada
bailarina continuaram sendo a parte mais importante de um
espetáculo de dança oriental. Este estilo criado no século XX
tem seu apogeu entre as décadas de cinqüenta e setenta. Neste
período, surgem os grandes nomes da dança oriental, bailarinas
que elevam o nome desta dança a níveis mundiais. Técnica,
beleza, interpretação e virtuose estão presentes na dança de
bailarinas como Samia Gamal, Suheir Zaki, Fifi Abdul, Najua Foad
e atingem o seu ponto máximo naquela que é considerada por
muitos, a maior bailarina do mundo árabe em todos os tempos, a
libanesa Nadia Gamal. A partir da década de oitenta, do século
XX, há uma apropriação por parte da mídia, em especial da
televisão, da dança oriental, levando ao que acontece nos países
árabes, nos dias de hoje: uma degradação lenta, porém nítida,
desta milenar e maravilhosa forma de expressão.
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A dança vem perdendo
sua espontaneidade, a música assim como as coreografias
tornando-se cada vez mais pobres e repetitivas, as
bailarinas estão perdendo a graça e a leveza, os
figurinos são cada vez mais apelativos, além de uma
ocidentalização e erotização das bailarinas, como nunca
houve, na história do Oriente Médio. Porém o estilo
clássico (como é chamado o estilo criado no início do
século), ainda permanece presente em algumas bailarinas,
como na libanesa Bushra, ou em países de restrita
exposição das bailarinas na mídia, como é o caso do
Egito.
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Contrato Para Show no Primeiro Século da Era Cristã:
Em meados do 1° século da era cristà, as bailarinas já estavam
organizadas em companhias profissionais no Egito e em outros
paises do Oriente. Podemos observar o grau de profissionalismo a
que elas chegaram por este papiro encontrado por arqueólogos no
Egito que fala de um contrato para uma apresentação, entre
bailarinas e um rico propietário de terras.
"Para Izidora, dançarina dos Snujs de Artemisia da cidade de
Fhiladelfos".
Eu peço que você acompanhada de outra bailarina de Snujs, no
total de 2, venham se apresentar numa festa na minha casa por
seis dias , começando em 24 do mês Payni (segundo o calendario
antigo) Vocês duas vão receber o pagamento de 36 dracmas por
cada dia, e nós forneceremos também 4 medidas de cevada e 24
partes de pão em folha (hoje conhecido como pão Árabe ) e também
garantimos no caso de vocês trazerem enfeites e jóias de ouro
que os guardaremos com toda segurança, e além disso, nós vamos
mandar-lhes 2 burricos de carga para seu transporte quando vocês
vierem e igual número para quando voltarem à cidade"
***
Porquê o Egito é o Centro Mundial da Dança do Ventre.
Todos sabemos que a dança é praticada no Egito desde a
antiguidade. Mas vamos falar de como o Egito é importante no
cenário atual da dança do ventre. Desde que na década de 20 a
bailarina Badia Massabai abriu uma casa noturna no Cairo, ela ,
juntamente com outras bailarinas , começaram a estudar novas
formas de coreografias e apresentações de dança. Nós podemos
observar como a dança se desenvolveu naquela época assistindo
aos vídeos de Samia Gamal, que començou a introduzir passos de
ballet e coreografias com elementos modernos . Os figurinos e
cenários tinham uma nítida influência de hollywood. Naquela
época as bailarinas começaram a usar sapatos para se distinguir
das classes mais pobres e mostrar que a dança do ventre
gradualmente subia de status.
Esse processo continua até hoje , com as bailarinas se
sofisticando cada vez mais e utilizando nos shows orquestras de
até 75 músicos, coreógrafos e grupos de dança que dão
sustentação ao show. As produções de cinema também ajudam o
desenvolvimento da dança. O Egito é o maior produtor de cinema
do mundo árabe, constituindo um vasto mercado de trabalho para
artistas é técnicos. O Egito é ao mesmo tempo centro conservador
das tradições da cultura árabe e vanguarda artística do Oriente
Médio.
simone bomentre
***

Desvelando o
Harém
Visto pelo Ocidente,o harém é uma gaiola dourada com mulheres
encobertas e misteriosas um jardim proibido,(Harém=Proibido)que
esconde dos profanos as suas delícias. Logo vem à mente
delicadas odaliscas a espera do seu sultão,em dias passando
sempre iguais aspirando voluptosas tragadas de fumo de um
narguilé. Esta fantasia não é apenas cultivada no Ocidente.Hoje
mesmo quem vive em Istambul imagina a vida no palácio como um
conto das mil e uma noites habitado por tantas sherazads todas
elas se parecendo com odaliscas de Ingres.
Não se sentiam prisioneiras antes,como não se sentiam livres
agora.O Harém não era um cárcere mas um universo paralelo,com
suas regras e seus equilíbrios , onde deixar entrar um homem
qualquer,exceções feitas às crianças,eunucos e alguns parentes
íntimos,era uma violação imperdoável. A ala proibida do palácio
escondia um sistema aceito e perfeito,que palpitava ao redor das
mulheres,mulheres fortes,que suportavam o destino do mundo perma
necendo sempre um passo atrás.A beleza nada valia no Harém,era
necessário ser inteligente,tão inteligente a ponto de não
perceberes que o eras.Não era essencial a beleza da mulher,mas
sua cultura,de companhia agradável,capaz de entreter o sultão
com os prazeres da conversação,depois dos da carne. Por essa
razão passavam o dia todo estudando e trabalhando,tocando e
recitando as orações do Corão; somente assim até mesmo a última
das escravas podia tornar-se a Kadin,a favorita, ganhando a
confiança do Sultão
O Harém ,aquele mundo que se acreditava fora do mundo,se revela
ao invés disso o centro nevrágico do Império,o lugar onde vinha
a se estabelecer a política que influenciava todo o
reino.Existia um jogo de poder enorme,ilimitado,e isso
naturalmente criava inveja,ciúmes. Ao redor de cada Kadin
orbitava uma corte de criadas satélites,e entre elas
frequentemente se desencadeavam pequenas e grandes guerras, que
não raramente envolviam também os eunucos e se degeneravam em
agressões violentas:das deformações provocadas por veneno,até
abortos provocados e homicídios.
Ao contrário do que se crê o Palácio não era trancado ,podiam
sim sair com a cabeça descoberta depois de oito anos,levando
como única lembrança um colar com uma inscrição na parte interna
testemunhando que haviam pertencido ao Harém e haviam
conquistado sua liberdade. Quem saia encontrava fora um futuro
brilhante,pois sua instrução,e as capacidades refinadas no Harém
lhe a asseguravam um casamento importante. Mas nenhuma delas
esquecia seu passado e todas,na hora da morte,pediam para se
sepultadas com aquele colar.
O fascínio do Harém tem algo de mágico que encanta mesmo a uma
distância secular,os tecidos decorados com arabescos dourados,os
samovares - os incensários,as imaculadas cortinas esvoaçantes os
narguilés,sem falar na atmosfera de cumplicidade ,tensão erótica
e sedução ainda acendem nossa imaginação.
(texto do diretor de cinema turco Ferzan Ozpetek, quando do
lançamento do seu filme Harem Suare,sobre um dos haréms do
último império da Turquia)Transcrito do Jornal Carta do Líbano-
(Fuad Naime)
***
O Dabke
Imagine uma aldeia libanesa com suas casas de pedra,é setembro,
época de colheita,as uvas já foram apanhadas e separadas,um
grande caldeirão cheio de suco de uva está sendo aquecido.Alguns
moradores da vila estã0 ali se preparando para as festividades
da noite.
Uma mulher chega com as bandejas de palha coloridas cheias de
tabuleh, homus,babaghanouch ,forradas com folhas de parreira.
Chega um grupo de ho mens e mulheres usando roupas brilhantes e
festivas .elas vestem saias e blusas cobertas com longos
paramentos. Véus e toucas com bonitos bordados e trabalhos de
contas adornam suas cabeças. Eles usam Sherwals e
lebbadeh(calças folgadas e chapéu de feltro) com paramentos
coloridos entre a camisa e botas.
Um homem mais velho carrega um tambor feito de argila e pele de
cabra esticada,outros dois carregam um Nay (flauta simples longa
de bambú)e um Mijwiz (Flauta curta dupla de alta tessitura).
Alguns homens e mulheres dão as mãos e começam a dançar enquanto
outros acompanham batendo palmas; uma mulher dança sozinha com
uma jarra na cabeça e é seguida por uma outra como se estivesse
competindo; forma-se uma longa fila de dançarinos movendo-se em
uníssono e fazendo o mesmo passo,exceto aquele que puxa a fila
na extremidade,que faz variações de passos para mostrar força
agilidade e graça.
É a Dança Folclórica do Líbano,relativamente simples com a
contagem quatro passos, sendo que o quarto e uma batida do pe no
chão.
No passado , na mudança da estação , entre outono e inverno,a
lama que se instalava em cima das casas viria a
rachar,precisando ser recompactada ,o dono da casa pedia ajuda
aos vizinhos, que subiam de mãos dadas,batendo os pés no chão
para reassentar aquela espécie de argila,um tambor e uma flauta
foram acrescentados ao ritual das batidas de pé a fim de
distrair os homens em tempo de frio e de chuva;com o tempo o
canto improvisado surgiria,bem como o costume de servir arak ou
vinho depois do trabalho.
O Dabki ganhou espaço profissional com o aparecimento dos
festivais nos anos 60,estabelecendo um padrão de excelência para
essa forma de arte. Existem companhias profissionais que se
apresentam em teatros , ou são contratadas para abrir shows de
outros artistas. E ainda hoje, é possível encontrar , no
interior do Líbano, nas aldeias mais afastadas essa dança
folclórica bastante pura e preservada..
Fouad Naime-Carta do Líbano-novembro de 97
***
Ishtar
Era a Deusa da Babilônia do Amor e da Fertilidade
Segundo a lenda,o seu namorado morre e é levado para o mundo dos
mortos, que pode ser também representado pelo interior da
Terra,ou útero da Terra. Ishtar coloca suas mais finas vestes e
parte para resgatá-lo . Para poder passar pelas câmaras secretas
do mundo dos mortos,ela deve passar por 7 Portais.
Como preço de admissão é necessário deixar em cada um uma jóia e
um véu. Daí a lenda da Dança dos Sete Véus. Enquanto ela está
ausente em busca do seu noivo,a terra se torna estéril, e nem há
amor ou alegria de nenhum tipo. Quando ela finalmente consegue
resgatá-lo e trazê-lo de volta,a terra volta a florescer.
(do livro : Serpent of the Nile-Wendy Buonaventura)
***
Entrevista com Abdel Halim Caracalla
-Uma das coisas que mais encantam no ballet Caracalla ;e a
riqueza das roupas. Como é feita a escolha dos figurinos?
-As roupas vêem da história da civilização árabe. Se você olha a
natureza desses países, o deserto, os mares, são uma fonte de
inspiração No passado existiam povos de várias nações do
Oriente. Essa estética dos trajes é de carácter local , do povo
que vivia naquele tempo . O oriente era exótico misterioso e
isto ainda está lá. O artista precisa captar esse espírito ainda
presente. Caracalla vai buscar a herança árabe no passado. Esse
é o antigo Oriente dentro do teatro.
Há uma preocupação em pesquisar as danças típicas de cada região
do Líbano?
-A companhia não representa apenas o Líbano , mas todos os
países árabes. Voa até as raízes , a identidade dos árabes e sua
tradição com a dança Mas isso é apenas um aspecto. A técnica da
dança representa o ocidente e a ciência de como um bailarino
deve se mover .Nós usamos a tradição ocidental, fazemos um
amálgama. O dois fazem o estilo Caracalla, então quando a
técnica se une ao Oriente uma nova expressão vem do corpo para
se expressar através do espírito do Oriente e Ocidente.
Como é feita a escolha dos bailarinos?
-Durante a guerra nossa escola foi fechada , eu não tive escolha
.Basicamente treino os bailarinos coma técnica Marta Graham.
Agora que nossa escola foi reaberta , uma nova geração está se
formando , jovens libaneses que tem muita personalidade e
inteligência no uso de seu corpo.
-Quanto tempo v ocê levou para criar Elissa, a Rainha de
Cartago?
-Da criação à concepção dos figurinos, música , ensaios pelo
menos dois anos .Porque é feito todo um trabalho de pesquisa
histórica, depois a música é composta especialmente para o
Ballet Faço uma coletânea de melodias do mundo árabe, e um
maestro monta a orquestra para o Ballet. A melodia vem do
passado e a orquestração , do presente.. As duas dimensões se
juntam. As melodias vem do deserto, de uma cavalgar, de um
casamento,, de uma mulher e usamos o mesmo propósito no corpo
.Esse é o único grupo do mundo árabe que faz esse tipo de
trabalho. E nós viajamos o mundo mostrando isso.
-Fale sobre o espírito das danças orientais
-A dança oriental pode ser usada de dois modos: do negativo para
a sexualização da dança . Por outro lado você pode expressar a
poesia do corpo , a elegância, a sensualidade , extra
–sentimento do corpo. Ela pode ser literatura extremamente
bonita para os olhos, eu a uso desse jeito. Numa maneira
sofisticada e com classe essa dança é uma necessidade da mulher
se expressar .é a única dança exclusiva das mulheres, revela seu
espírito através da sua femililidade. Muitas dança a sós em
frente ao espelho , então é uma dança de mulher para mulher. O
dabke é o oposto: é a virilidade do homem, é realmente para o
homem, e a dança oriental para a mulher. Os dois , penso eu
provocam uma satisfação interior. ......Revista Oriente
Express----2000
***
Numa sucessão de gestos e passos que conciliam a música ,tem
sido dadas muitas outras definições da dança. como expressão
corporal da dupla natureza, angélica e animal do homem.
O sagrada , o profano e o social acompanham a dança ao longo de
sua história. , como três dimensões do espírito paralelos às
três dimensões do espaço,através de técnicas diferentes a lhe
propiciar a extrema variedade segundo épocas países etnias e
grupos sociais.
A dança é uma linguagem universal que durante muito tempo se
manifestou como demonstração de entusiasmo no sentido etnológico
do termo( Deus em si); sempre encontramos vestígios de danças
rituais.
Com o decorrer do tempo criaram-se danças folclóricas ou de
tradição, cuja a riqueza técnica e plástica seria descoberta em
nossa época; mais ou menos adaptadas hoje às exigencias do
Teatro; elas constituem quando sua autenticidade é respeitada um
dos melhores espetáculos de nosso tempo . O crescente
virtuosismo dos passos exige a especialização dos bailarinos , e
uma vez posta em cena a dança logo atingiu uma síntese estética
passando a desemppenhar papel principal , embora a atenção do
expectador fosse igualmente solicitada pela música cenário e
figurinos.
***
Livros
recomendados para estudo pesquisa
 |
“Entrando
no próprio ventre”
Quem somos nós sem o ventre feminino? Por ele entramos
na vida,dentro dele somos concebidos formados, e dele
saímos para o mundo. Também da terra somos todos
filhos,enquanto matéria corpórea, nascidos deste
planeta, feitas de substâncias como os minerais ,as
plantas e os animais.
A terra é Gaia,a Mãe Natureza, e a sua canção é o amor ,
como dizem os mitos antigos.
|
 |
Ela é nossa
casa assim como o corpo é nossa terra. (....) Como caldeirão do
alquimista,onde se misturavam e condenssavam os elementos
gestando novas formas,o ventre tem se mantido oculto,reprimido,
latente,embora não menos poderoso do que já parece ter sido há 6
ou 7 milênios.A força do ventre existe para ser cuidada
desenvolvida e aplicada com objetivos não egocêntricos Ela é
poderosa demais para submeter-se ao consumismo ideológico
predominante nesta era pós-industrial que coloca seres e corpos
como artefatos eletrônicos,máquinas de produzir prazer oco e sem
vida própria..... (...) Na busca para se libertar dos
conhecimentos que oprimem sua força criativa,gerações de
mulheres estão procurando modelos de atividades físicas - mas
nem todas se adaptam ao corpo feminino. Afinal a mulher tem ou
não tem uma movimentação peculiar?
Não se trata de pensar em superior versus inferior Nem de melhor
ou pior.(...) O estudo das características do movimento humano
vem mostrando que há várias diferenças importantes no estilo de
andar ,correr, dançar,e jogar de homens e mulheres Dá até para
imitar o outro sexo ,mas não além de certos limites......
Lucy Penna, Dance e Recrie o Mundo- A força Criativa do Ventre,
summus editorial
*********************************
 |
.......Uma
Figura move-se Graciosamente diante do altar,
iluminando-o,pondo fogo nas lamparinas de óleo
feitas de barro,que o circundam.
Veja a sacerdotisa do Templo de Vênus,a deusa do
amor.Ela é a prostituta sagrada. Ela
mistério,coberta de véus.
|
 |
Conseguimos
vê-la apenas indistintamente Apesar da luz
bruxuleante,discernimos sua silhueta feminina bem delineada A
Brisa Levanta seus véus deixando transparecer suas longas
madeixas negras.Braceletes de prata enfeitam seus braços e
calcanhares; meia-luas em miniatura pendem de suas orelhas, e
contas de lápis-lazuli circundam seu pescoço.Seu perfume com
aroma de almíscar cria uma aura que estimula e enriquece o
desejo físico.A medida que a prostituta sagrada avança pela
porta aberta,ela começa a dançar ao som de música de
flauta,pandeiro e címbalos.Seus gestos,sua expressão facial e os
movimentos de seu corpo flexível,tudo fala de maneira a dar boas
vindas à paixão.Não há falsa modéstia em relação a seu corpo,e
quando dança os contornos de suas formas femininas revelam-se
sob sua túnica cor de açafrão quase transparente. Seus
movimentos são graciosos,e ela tem plena consciência de sua
beleza.Está cheia de amor,e quando dança sua paixão cresce.Em
seu êxtase esquece toda repressão e entrega-se à deusa e ao
estranho.”
-do livro:A Prostituta Sagrada. -Nancy Qualls-Corbertt Ed.
Paulinas
**********************************
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 |
.........“A dança nasceu junto como próprio
Universo, a partir da observação instintiva de que o
ritmo é o elemento fundamental que domina o
movimento cósmico.Todo o cosmo se encontra em eterno
movimento.
Galáxias, estrelas ,planetas, e satélites
constituem, desde o princípio infinito de sua
existência,uma grande criação rítmica movendo-se
através do espaço: planetas circundando seus
sóis;satélites circulando em torno de seus
planetas;nosso próprio planeta girando ao redor de
seu eixo.
O desenho deste movimento repete-se em cada átomo da
matéria,e produz a sucessão também rítmica do dia e
da noite,das marés , das fases da lua, das estações
do ano.
|
 |
Neste Cosmo em
perpétuo movimento,a vida segue um ciclo rítmico de
nascimento,crescimento e morte, que se mantém ,graças ao ritmo
dos batimentos cardíacos e aos outros reflexos automáticos do
organismo humano. (...) Quando se dança a dança de todos os
povos ,cria-se uma nova identidade cultural universal, onde se
vivencia a idéia de Unidade do Mundo, e se trabalha de forma
incessantemente pela paz... (...) com isto modifica-se também o
papel da dança, cuja alma se perdeu num mundo de técnicas,
domínio corporal e competição entre tantos egos narcisistas.
Gláucia Helena C. B. Rodrigues, em Danças Circulares Sagradas
-uma proposta de educação e cura,organização Renata Carvalho
Lima Ramos- organizadora ed. Triom
*******************************
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 |
..........“Os
americanos não sentem exatamente a mesma coisa pelo
Oriente, que para eles está associado, muito mais
provavelmente,ao extremo Oriente (China e
Japão,principalmente).
Ao contrário dos americanos , os franceses, e os
britânicos e em menor medida os alemães,os
russos,espanhóis, portugueses,italianos e suíços-
tiveram uma longa tradição daquilo que deverei
chamar de “orientalismo”,um modo de resolver o
Oriente que está baseado no lugar especial ocupado
pelo Oriente na experiência ocidental européia.
O Oriente Não está apenas adjacente à Europa; é
também onde estão localizadas as maiores, mais ricas
e mais antigas colônias européias, a fonte das suas
civilizações e línguas, seu concorrente cultural e
uma das suas mais profundas e recorrentes imagens do
Outro. Além disso, o Oriente ajudou a definir a
Europa (ou o Ocidente), como sua imagem, idéia,
personalidade e experiência de contraste.
|
 |
Contudo nada
deste Oriente é meramente imaginativo.O Oriente é parte
integrante da civilização e da cultura materiais da Europa. O
Oriente expressa e representa esse papel, cultural e até mesmo
ideologicamente, como um modo de discurso, com o apoio de
instituições vocabulário, erudição imagística, e até burocracia
e estilos coloniais. (...) Desse modo, uma enorme massa de
escritores, entre os quais estão poetas, romancistas,filósofos e
teóricos políticos, economistas e administradores
imperiais,aceitou a distinção básica entre Oriente e Ocidente
como ponto de partida para elaboradas teorias, épicos, romances,
descrições sociais e relatos políticos a respeito do Oriente,
dos seus povos costumes,”mente”, destino e assim por diante.
“Situado entre a África e a Ásia e comunicando-se facilmente com
a Europa, o Egito ocupa o centro do antigo continente.Este país
apresenta não apenas grandes memórias; é a parte das artes e
conserva inúmeros monumentos,seus principais templos e os
palácios habitados pelos seus reis ainda existem,mesmo que seus
edifícios menos antigos tenha sido construídos na época da
guerra de Tróia.Homero, Licurgo,Sólon,Pitágoras e Platão foram
todos ao Egito para estudar as ciências, a religião e as leis.
Alexandre fundou lá uma opulenta cidade que por muito tempo
gozou de supremacia comercial,e que testemunhou Pompeu,
César,Marco Antônio e Augusto decidindo o destino de Roma e de
todo o mundo.É portanto apropriado que este país atraia a
atenção de príncipes ilustres que governam o destino das
nações.Nenhum poder considerável foi jamais acumulado por nação
alguma,no Ocidente ou na Ásia, sem ter também voltado essa nação
para o Egito, que em certa medida era visto como um quinhão
natural. .
Said,Edward; Orientalismo do Oriente como invenção do
Ocidente,companhia das letras.
************************************
|
 |
.........O Califa Harum -al Rachid, Vigário do
Senhor dos Três Mundos e Emir dos Crentes,tinha
entre seus amigos mais queridos,um homem cujos
dedos, ágeis em manipular melodias,também tangiam
admiravelmente as cordas dos alaúdes e guitarras:o
prodigioso músico de sua época,Isaac-Al -Nadim ,
natural de Mossul. |
 |
O Califa
gostava imensamente dele e dera-lhe um palácio rico e esplêndido
no qual Isaac reunia as moças mais bem dotadas ,adquiridas no
mercado,para depois transferi-las para o harém do Califa.
(...)”Primor dos Corações foi no mesmo dia para a casa de
Isaac,que pagou ao Sheikh 30 mil dinheiros.
Quando as escravas a lavaram e perfumaram,vestindo-as com as
mais lindas roupas ,Isaac mais encantado ainda ficou com a sua
beleza.Aperfeiçoara-a na arte da música e do canto, e a cada dia
que passava, mais o professor se apaixonava pela aluna, e com
isso já se arrependera da promessa feita , ou seja, entregá-la
ao Califa .(...)
Primor dos Corações ficou parecendo um belo ídolo chinês,e ao
chegarem ao palácio do Califa, provocou as maiores exclamações
de admiração.Era realmente um milagre da natureza, um anjo caído
do Paraíso. O Califa desceu os degraus do Trono, levantou-lhe o
véu. Admirou-a extasiado e, depois baixou o véu de novo para
significar que já lhe pertencia. E mandou Jafar entregar a Isaac
cem mil dinheiros , tão entusiasmado ficara com a a aquisição.
As Mil e uma Noites:coletânea de novelas orientais/tradução
Jacob Penteado,ed.maltese
***************************************
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............Não te lembras daqueles contos infantis
com que nossos pais deliciavam nossos
ouvidos,contando-os diante da lareira,nas noites
cruéis de inverno,açoitadas pelo bramido das
tempestades de neve?
|
 |
Não te lembras
da linda história de um jardim suspenso, repleto de lindas
arvores? Será que te esquecestes do final daquela narrativa, em
que árvores misteriosas se transformaram em jovens,transportados
no tapete mágico?
Tenho certeza de que tu te lembras bem disso,mas talvez ignores
que Gilbran é igual àquelas jovens que sofreram o efeito da
magia, algemados em correntes invisíveis e condenados por
influências desconhecidas.... Estou ainda aguardando a chegada
do herói do conto de Aladino, o qual, depois de atravessar sete
mares, para me libertar,tire minhas algemas e afaste o efeito da
magia de sobre minha existência e me proclame ,por fim,um ser
independente e livre.....
Kalil Gilbran,trechos de carta a seu tio Naclé Gibran
**************************************
|
.....A dança é a melhor forma de expressão que
existe .Na pratica dos exercicios e mudras,pode-se
verificar que o fisico e o energético caminham
interligados,abrindo e fazendo evoluir em harmonia e
bem estar-corpo-mente -alma. |
 |
A magia que a
dança do ventre traz para quem a pratica,ou aprecia simplesmente
olhar,permite que seja captada a energia que esta de volta nos
céus e na terra,podendo mexer com o inconsciente.
A dança do ventre não originou-se somente num pais ou
região.Recebeu as características dos costumes de cada pais onde
era praticada,dependendo dos deuses e das deusas que as
sacerdotisas consagravam ou cultuavam em seus rituais, sendo
indispensável dizer que esses cultos eram destinados à Deusa Mãe
e à fertilidade.
Ela foi dançada e consagrada nos templos de várias ordens e
religiões.
Dança doVentre- Descobrindo sua Deusa Interior-
Sueli Lyz-Berkana editora
************************************
|
 |
....toda a mulher,quando se veste com as roupas de
dança do ventre , permite-se entrar em contato com o
que há de mais feminino:saia , maquiagem, ornamentos
e adereços.Elementos que esquecemos,para adaptar-nos
ao dia a dia,competitivo e estressante, onde
acabamos abrindo mão deste lado. |
 |
Este é
portanto, o arquétipo da dançarina do ventre.Ela é a própria
representação do feminino em toda sua forma e força. O que acaba
sendo , muitas vezes , um resgate,por tudo isso estar enterrado
no interior das mulheres.Seja devido ao ritmo de vida que levam,
ou as repressões que começam a surgir desde a época da
adolescência. Sem falar também da história dos nossos
ancestrais, que carregamos em nós mesmos.
Todo o medo e inseguranças são dissolvidos por essa
atividade,porque ela justamente ensina algo simples, e ao mesmo
tempo,difícil de conseguir:amar-se. esta é a chave fundamental
para enfrentar um público (ou o outro) e ter de expressar-se sem
medos.
Merit Aton-Dança do Ventre- Dança do Coração
ed.Radhu
**********************************
Poesias de Omar Khayyam
Quando nasci?
Quando morrerei?
Nenhum homem pode evocar o dia do seu nascimento ou prever o de
sua morte.Vem ó minha deliciosa amada!
Quero esquecer ,na embriaguez, a nossa incurável ignorância.O
imenso mundo: um grão de areia perdido no espaço.
Toda a ciência dos homens: palavras
Os povos ,os animais e as sombras dos sete climas: sombras
O resultado de tua meditação:nada.
Silêncio, ó dor da minha alma! Deixa-me procurar um remédio.
É preciso que eu viva. Os mortos não têm memória. E eu quero
rever a minha amada....
Quando cambaleares ao peso da dor, quando os teus olhos não
tiverem mais lágrimas,pensa nos campos de verdura que brilham
depois das chuvas
Quando o esplendor do dia te exasperar, quando desejares que uma
noite eterna desça sobre o mundo, pensa no despertar de uma
criança
***************************************
Livros para Consultar:
|
 |
Les
milles et une danses d’orient -Wendy Bonaventura ed.
Cuthand. Paris.
Serpent of the Nilo-Wendy Bonaventura-Women and
Dance in the Arab Word-s sagi books .Londres.
The Belly Dance Book. Serena and Alan Wilson Ed.
Megrau Hill Book Company
The Newant of Belly Dance; Adele Vergara with Roman
Balladine and Sule ed. Celestial Arbs - Millbras
The Compleat Belly Dancer; Julie Russo Mishkin and
Marta Schill ed.Doubleday and Conmpany the Garden
City-N.Y. |
 |
Dance e Recrie
o Mundo. Lucy Penna summus editorial
Dança da Ventre-A dança do coração Merit Aton;ed. radhu
Dança do Ventre Málika;ed.melhoramentos
A deusa Interior- Suely Liz
Orientalismo Edward W. Said ;companhia das letras
A Prostituta Sagrada Nancy Qualls-Corbett .ed.paulinas
Danças Circulares Sagradas; Renata Carvalho Lima Ramos-
organizadora;ed.triom
***
HORÓSCOPO POR MAGDA MARIOLANI
Para saber mais sobre astrologia, mapa astral, etc...visite o
Site da Astróloga Magda de Mariolani, com horóscopo quinzenal :
Fone: (19) 3287-5199
www.astrologianaweb.com

Os Signos e a Arte
da Dança do Ventre
*Num nível
mais profundo, não existe um signo apto a se desenvolver na
dança do ventre e outro que não possa, é verdade que os eixos
Áries- Libra e Touro-escorpião têm demonstrado bastante
afinidade com a dança, mas as tendências específicas para a
dança ou qualquer vocação só podem ser reveladas pelo mapa
astral do indivíduo e não apenas pelo signo solar, além do mais
os benefícios físicos e emocionais dessa arte estão abertos à
todas, basta que queiram praticar.
O que vemos abaixo são algumas orientações simples e rápidas
para todas as que se interessam pela dança do ventre
|
*ÁRIES*
*A dança do ventre encontra um solo propício entre
os signos de Áries e Libra, no entanto a ariana,
regida por marte, é muito independente e voltada
para a vanguarda , por isso a arte em geral lhe faz
bem, suprindo a sua necessidade de ser livre .
Revolucionária e carismática, ela inspirará outros a
praticarem a dança do ventre, e nunca faltará fôlego
para a incansável ariana que fugirá ao modelo
tradicional, inovando em suas roupas e incorporando
a sua famosa "espontaneidade" para criar um estilo
totalmente diferente e de alto impacto.... Seu maior
problema pode ser a pressa : Precisa lembrar que até
mesmo o " Poderoso Ariano" precisa de tempo para
evoluir, se respeitar isso, não medirá esforços para
aprimorar sua arte e aproveitar sua genialidade.
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*TOURO*
*Aqui também, no eixo Touro e escorpião, nós vemos o
desenvolvimento dessa arte. É natural e imediata a
empatia da taurina com a dança do ventre. Este
signo, regido por Vênus, é também um grande
sensorial e na arte partirá em busca das formas e da
feminilidade. Além disso, essa arte se desenvolveu
grandemente no Egito, civilização de fortes
características taurinas ( eles adoravam o próprio
animal como símbolo de fertilidade ), o que faz com
que a maioria dos nativos se sintam "alinhados", com
um bem-estar muito grande praticando ou simplesmente
admirando essa Arte.
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*GÊMEOS*
Inquieta, a geminiana sente que tem muito a conhecer
e trocar com todos que praticam a dança do ventre,
sua curiosidade natural vai levá-la a mil e uma
estórias que ela passará às outras em infindáveis
noites no telefone, internet, escritos, etc.. Ela é
o informante do zodíaco. Faz tudo isso enquanto seu
corpo se aprimora incansavelmente, pois também não
lhe falta fôlego, aliás ela precisa de muita
atividade física. Seu único problema parece ser o
excesso de interesses, em alguns momentos sentirá
necessidade de cortar algumas atividades para
alcançar o aprimoramento desejado. Tendo muita
energia nas mãos, a criação das roupas de dança do
ventre poderão também chamar sua atenção.
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*CÂNCER*
Regido pela Lua, até o mais "pacato" canceriano
guarda um boêmio dentro de si, seu interesse por
poesia, cultura, histórias antigas, e pelo
fantástico vão levá-lo a desfrutar ótimos momentos
com essa arte. Além do mais este signo precisa muito
de formas " não-racionais" de expressão. Essa arte
será como uma grande viagem que vai colocar a
canceriana em contato com arquétipos femininos, isso
a tornará mais forte fazendo com que seu universo
emocional ultra-sensível seja equilibrado. Em seu
estilo, ela pode explorar " A Grande Mãe", a mulher
repleta de energia ying que age como um imã, pois é
sempre bom estar ao seu lado, ou explorar seu lado
misterioso.
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*LEÃO*
O centro das atenções parece ser uma posição natural
para os leoninos, isso se deve não só ao narcisismo,
mas à força de sua personalidade que consegue
sustentar " um mundo inteiro " à sua volta. A
leonina se sentirá fatalmente atraída pelo brilho e
glamour da dança do ventre, suas roupas serão
chamativas e bonitas, no entanto não deve se
esquecer do mais importante : incorporar a
irreverência pessoal e alegria de viver ao seu
estilo de dança, pois o mais atraente em sua Arte
vem da sua personalidade, e não do mundo exterior.
Com o tempo, ela acabará entusiasmando outros a se
aproximarem dessa arte.
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*VIRGEM*
O Brasil é um país virginiano e aqui o " culto ao
corpo " atinge proporções até absurdas.Este é o
signo do aprimoramento físico e do aperfeiçoamento
da matéria. A virginiana as vezes se embaraça na
busca pela perfeição, exigindo demais de si em sua
vida e nos relacionamentos. A dança do ventre pode
lhe fazer muito bem, suprindo sua eterna necessidade
de aprimoramento, de atividade física, e de buscar
uma expressão para sua feminilidade, ao mesmo tempo
em que deixa de ser tão perfeccionista em sua vida
pessoal. Ela se empenhará em adquirir muita técnica
e pode criar roupas de bom gosto, mas por trás de
toda essa disciplina, não deve esquecer que tem de
colocar também sua criação pessoal. |
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*LIBRA*
O eixo áries- Libra é bem propício à essa arte.
Libra rege exatamente a região dos quadris, e a
libriana artística, sempre em busca da estética vai
se realizar muito com a prática . Também não poupará
esforços para aperfeiçoar o estilo, afinal melhor
que ninguém, ela sabe o que significa " A Arte pela
Arte ". Poderá se apresentar com roupas bonitas e
criativas, pois está à vontade com a estética, além
disso vai levar a dança à muitos lugares e pessoas,
o que faz parte de sua necessidade natural de
contatos. Um dia poderá descobrir também que por
trás de toda essa fascinação estética está sua
própria busca de significado, da criação de um mundo
harmônico onde desfrute de equilíbrio pessoal.
|
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*ESCORPIÃO*
O eixo Touro- Escorpião está em casa com a dança do
ventre, o motivos são óbvios : este é o eixo da
fertilidade, da energia sexual , do corpo e dos
aspectos emocionais profundos da vida. A nativa de
escorpião, regida também por Marte, encontrará na
dança um meio de canalizar sua alta energia física,
além do mais, essa arte vai equilibrar a sua
sensualidade, fazendo-a entender que vida afetiva
não é sinônimo de conflito. Mais do que qualquer um,
ela precisa sentir a intensidade da vida e dos
sentimentos, e a dança do ventre vai fazê-la entrar
em contato com sua feminilidade profunda,
regenerando totalmente suas energias e dando novo
significado ao seu cotidiano.
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*SAGITÁRIO*
Aqui temos um amante natural da dança e do teatro.
Com tanta energia a sagitariana precisa de atividade
física. Além do mais, a esta é a " mulher no mundo
dos homens", ela trabalha, se divide em mil tarefas,
sempre dando conta de tudo, precisa reservar espaço
para uma atividade feminina como a dança do ventre.
Mas sem " dondoquices", ela é um espírito livre.
Polivalente, organizará também o vestiário, os
cursos e o marketing. Deve se lembrar que o maior
benefício dessa arte não está na competição nem na
velocidade, mas no prazer de evoluir e aprender
mais, a dança vai satisfazer sua necessidade de
entrar em contato com outras culturas, ampliar sua
visão de mundo, e ela passará este prazer aos outros
com muito entusiasmo.
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*CAPRICÓRNIO*
O Capricórnio tem sido muito relacionado com o Balé
clássico e os motivos são óbvios : Esforço,
constância, Tempo, disciplina e rigidez. Tudo isso é
necessário para a formação do dançarino, aliás, ao
contrário do que muitos pensam, arte e disciplina
sempre andaram juntas. Este signo da terra não
medirá esforços, se gostar da dança do ventre, seu
desenvolvimento será melhor com o tempo, sem pressa,
será um prazer fazer bons cursos e aprimorar sua
arte, antes de mostrar isso ao público, se sentirá
estruturado e mais seguro. Por dentro do rígido
Capricórnio existe um canceriano sensível e os
benefícios que a dança do ventre vai proporcionar
aos seus sentimentos vão deixá-lo fascinado, além do
mais este também é um signo de bastante energia
feminina.
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*AQUÁRIO *
Aqui temos um signo vanguardista que pode se
interessar pela excentricidade da dança do ventre.
Genial e criativa, a aquariana revolucionará o
vestuário, suas roupas se destacam, mas deve fugir
das " dondoquices", das " mesmices" e explorar seu
estilo diferente sem perder o bom gosto, sua
expressão normal é se destacar dos outros, assim ela
acrescentará algo novo à essa arte. Com o tempo as
pessoas entenderão que " era exatamente isso o que
faltava" e os críticos passarão a admirar sua
inovação, mas lembre-se : Até que isso aconteça é
necessário muito trabalho e dedicação, afinal
aquário é a revolução, mas não por acaso e sim com
responsabilidade de criar um mundo melhor.
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*PEIXES*
Miragem, teu nome é Peixes....O último signo já não
se limita mais aos aspectos racionais da vida, a
pisciana vê o mundo com outros olhos. Profunda,
fantasiosa, com ela descobrimos que a realidade vem
depois da arte e "o essencial é invisível aos olhos
". A dança do Ventre vai fasciná-la, fazendo-a se
sentir uma "canalizadora" dos poderes femininos e
mágicos do Cosmos. Afinal, crenças antigas nos
ensinam que o mundo foi criado a partir da Dança e
isso nos leva à uma visão cosmológica, onde a
coreografia assume o papel de expressão e ordenação
da vida, a qual não existiria sem ela, pois sem a
"dança-cósmica" tudo seria uma massa confusa. Daí
temos : a dança da vida, dos planetas, universos
paralelos, etc... Significado , teu nome é
Peixes........ |
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AS FACES DA TERRA
**De origem ainda imprecisa, essa arte ( dança do
ventre )se desenvolveu grandemente no Egito, e
devemos lembrar que esta civilização foi fruto da
Era Astrológica do signo do Touro, o qual trouxe um
momento de grande domínio sobre a matéria quando
pela primeira vez, a humanidade se esmerava na
construção de cidades e no domínio dos recursos
naturais como nunca antes. Assim nasceu a
civilização Egípcia, profundamente identificada com
os valores desse signo da terra, o que foi refletido
em todas as suas atividades, desde a mumificação (
apego à matéria), até a arte sensorial que
desenvolvera.
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A EXPRESSÃO
DA TERRA
**A era de touro já se foi, dando lugar ao período bélico de
Áries e atualmente estamos finalizando a era de Peixes, mas
dentro de uma civilização que segue séculos do modelo
patriarcalista onde o homem não se intera mais com a natureza,
mas parte para adulterá-la, tal modelo, como qualquer um, já
sofre os desgastes do tempo .
**Tal fenômeno têm ocorrido em sequência desde a década de 60 (
Urano- Plutão), no signo de virgem, depois a conjunção (urano
-netuno- saturno) de 89 à 91, no signo de Capricórnio,
enfraquecendo a figura do homem na sociedade : assistimos ao
esfacelamento de estruturas rígidas de poder ( queda do muro de
Berlim, fragmentação da URSS, escândalos na família real Inglesa
por causa de uma mulher ...)
***
Nomes Femininos
*Shadia* Nariman* Dúnia* Nájua* Shahraman* Leila *Lamia
*Liuá* Badia *Helua* Haiet *Harissa* Chadia* Shamsi Sahra*
*Sultana* Suhaila* Soraia* Amira* Maleka* Nelli* Nura* Nuhad*
*Nadima* Safira* Eptissam* Elissa* Habiba* Randa* Randalh *
*Camélia* Noua* Jamile* Jihan* Zarena* Howaida* Nariman*
*Zena* Aida* Souhair* Sâmia* Telassim* Samja* Amura
*Shahira* Sharina* Meliá* Dalila* Darena* Dalal* Souad
*Nabila* Záhua* Mona* Mauad* Núbia* Amal* Sâmra*
*Samara* Hanan* Nur* Mágida* Karinê* Hindia* Doha* Safah*
*Fifi* Aisha* Jade* Radija* Latifa* Sabah*
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As grandes
estrelas da dança árabe
uma homenagem sincera a estas mulheres que dedicaram a vida à
dança

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*Nagwa Fouad*
Nascida em 1942 , na Alexandria, sonhava em atuar no
Cairo; aos 16 anos alugou um traje e passou a dançar
para turistas, foi presa por ser menor de idade, mas
conseguiu convencer as autoridades a alterar sua
idade para poder continuar dançando.
Aos poucos foi ganhando notoriedade ao se apresentar
nos mais renomados hotéis e cassinos do Cairo.
Ganhou músicas feitas especialmente para ela, dos
mais famosos compositores, para as quais fez
coreografias antológicas. Foi pioneira em mesclar e
adaptar elementos da dança ocidental em seu
espetáculos .
Por sua elegância, e refinamento técnico, foi
convidada a dançar para todos os presidentes do
Egito, em diversas comemorações nacionais. Atuou em
mais de 100 filmes para cinema, e realizou inúmeras
tourneés pela Europa e EUA. Atualmente com mais de
70 anos ainda se apresenta em pequenas temporadas.
Ela é um ícone vivo da época mais glamurosa e
respeitada da dança no Egito.
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*Mona Said*
Um dos maiores talentos que a dança árabe já
conheceu! Técnica apuradíssima e interpretação
impecável da música árabe fez dela um verdadeiro
mito, adorada pelos mais exigentes apreciadores da
dança, que se reúnem em pequenos cabarés para
assistirem longas interpretações de músicas
clássicas , dançadas como se fossem oração por essa
egípcia descendentes de africanos, quase mulata.
Divide sua trabalho entre Cairo e Londres. Teve sua
carreira encurtada por não concordar com os rumos
comerciais e sensacionalista que a dança tomou nos
últimos anos.

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*Sohair Zaki*
Delicada e feminina ao extremo, deslizava pelo palco
e marcava a música com precisão de acentos e
ondulações impecáveis. Dançou para Príncipes e
Sheiks de todo o mundo árabe, filmou clips com
vários cantores famosos, ainda na década de 60.
Adorada por conservar a dança na sua linguagem
clássica, e apesar de estar afastada dos palco por
sua idade avançada, ainda é lembrada como umas das
maiores artistas do Egito.
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*Lucy*
Nascida na rua dos artistas , no centro do Cairo, de
origem humilde, sempre sonhou em ser bailarina.
Fez todo o circuito tradicional das baladis
egípcias: dançando em cabarés , hotéis , teatros e
nights-clubs durante vários anos, até chegar a ter
seu próprio night-club, onde dirige , produz , canta
e dança em espetáculos que chegam a duas horas em
cena, com no mínimo 50 músicos! Afirma que sua dança
é uma prece oferecida a Alah. Seu estilo é
sofisticado e intimista.

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*Samia Gamal*
convidada por Badia Massabni a atuar em sua
companhia, participou do início da
profissionalização da dança no Cairo. Suas
apresentações tiveram muita influência do cinema
norte americano, no estilo dos musicais dos anos 40
, pois foi ela quem primeiro levou a dança para a
América.
Foi apaixonada pelo cantor e compositor Farid-el
Atrash, essa parceria amorosa e artística nos deu
inúmeras canções, filmes e coreografias. Todavia não
chegaram a se casar. Teve uma respeitada carreira
como bailarina e atriz deixando mais de 80 filmes.
Morreu em 1994.
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*Fifi Abdou*
A mais ousada e polêmica bailarina do Egito. Saída
do bairro pobre de Shoubra, é a típica baladi que
ascendeu socialmente através da dança
.Com uma técnica de quadris invejável, energia
explosiva, e uma personalidade apimentada, pode-se
dizer que ela representa a contestação do artista
num país ditatorial. Seus shows incendeiam platéias
e atraem legiões de fãs do mundo inteiro.
Ela é ao mesmo tempo amada pela sua arte , e odiada
pela sua liberdade.Com cachês altíssimos, faz
generosas doações para famílias carentes, recebe
críticas dos conservadores mas não deixa nenhuma sem
resposta. Faz temporadas longas com peças teatrais ,
geralmente de conteúdo polêmico.Com orquestras de 50
músicos eletriza platéias em shows ao ar livre.
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*Nadia Gamal*
:Nascida no Cairo, mas radicada no Líbano, onde nos
gloriosos anos 60, consolidou uma das mais bem
sucedidas carreiras do Oriente. "a Grande Dama da
Dança" com a denominavam os libaneses tem um estilo
inimitável que reúne força , sensualidade,
dramaticidade e autêntica alegria ao dançar.
Realizava tournées pela Europa e EUA, sendo uma das
primeiras bailarinas a ser convidada para ensinar a
dançar em universidades americanas e canadenses. Seu
talento deu origem ao que se convencionou chamar de
"estilo libanês" na medida em que criou diversos
passos e seqüências copiados até hoje. Morreu em
1990.

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*Naima Akef *
Nascida numa família circense, tinha inúmeros
talentos como bailarina , cantora e atriz, com um
estilo expressivo e cheia de alma, marcou presença
em mais de 30 filmes. Morreu nos anos 60.
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*Badia Massabni*
Dirigiu , no anos 20 e 30, o Cassino Ópera , no
Cairo, apaixonada pela arte e boêmia, foi
responsável por lançar vários artistas entre músicos
compositores e bailarinas.
Seus espetáculos trouxeram refinamento e
sofisticação à dança, introduziu o uso dos sapatos
pelas bailarinas ,para se distinguirem das gawazees
que dançavam livremente nas ruas. Lutou pelo
respeito e profissionalização da dança. e teve
reconhecimento oficial, pois existe hoje no Cairo
uma ponte que leva seu nome. Infelizmente não temos
registro do seu trabalho. Morreu em 1975.
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*Taheia Carioca*
Nascida no Egito em 1919, iniciou sua carreira como
membro do grupo de Badia Massabni. Tem seu nome
associado às coreografias de ritmos brasileiros que
utilizava para a abertura de shows, muito populares
nos anos 30.
Muito atuante na política chegou a ser presa.
Participou de toda a transformação da dança neste
século Seu estilo clássico , e sua desenvoltura no
palco ainda influenciam as novas gerações. Apesar de
trabalhar intensamente pela arte árabe durante 70
décadas, morreu em dificuldades financeiras em 1999.
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*Mahmoud Redha*
Um dos maiores coreógrafos do Egito, trabalhou junto
ao Ministério de Educação e Cultura registrando
danças folclóricas de todas as regiões do país e
gravando coletâneas com seu grupo. Esse esforço
ampliou e consolidou o trabalho dos "artistas
populares" grupos de bailarinos folclóricos que
abrem os shows de cantores e bailarinos renomados; e
serve de referência para os estudiosos de danças
étnicas.

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*Bailarinas
Libanesas*
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*Howaida el Hachim*
Encabeçou a nova geração de bailarinas que surgiram
após a guerra, tem estilo elétrico, com um trabalho
de quadril acelerado, dona de um dos figurinos mais
ricos e caros do Oriente, sua jovialidade e beleza
exótica lhe asseguraram presença constante na mídia.
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*Amani*
Une elementos ocidentais contemporâneos numa
linguagem técnica bastante elaborada, filha de
classe abastada, provavelmente é a única dançarina
que cursou universidade.Esforça-se em criar
espetáculos com enredo, baseados nos tableaux
egípcios, lutando contra a banalização e erotização
da dança.
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*Samara*
Muito autêntica,de uma alegria contagiante, e
sincero respeito pelo público popular , que se
identifica com ela, essa iraquiana, radicada no
Líbano, fez uma carreira sólida, sendo uma das
artistas mais solicitadas e queridas.
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colaboração: Merit Aton
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...Assim eles viviam...
tradiçoes*costumes*valores*
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- o
ambiente das ruas -
As cidades árabes tinham como centro uma medina ,
cidade amuralhada onde estavam os principais
mercados, a residência dos governos e a mesquita
maior, rodeada por alguns bairros . As ruas
principais nasciam das portas das muralhas o resto
era um labirinto de ruelas estreitas e tortuosas com
chão de terra, cuja altura e direção mudava a cada
100 metros.
No encontro dessas ruelas formavam-se praças que
serviam de Zok ou mercado. Os bairros exteriores a
muralha tinham seus mercados , mesquitas e banhos
próprios. Tanto as portas da muralha como as
cancelas se fechavam a noite para evitar roubos. A
importância das cidades árabes se media pelo número
de suas portas.
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Como os artesãos e comerciantes
se reuniam por grêmios , os bairros tomavam o nomes deles: assim
haviam os bairros dos perfumistas, dos pergamineiros, dos
tecelões, dos sapateiros. Quase todas as cidades tinham também o
bairro reservado aos judeus , e perto da porta principal se
achavam o cemitério, separados por credo, e mais adiante o
leprosário.
O ambiente nas ruas era alegre e pitoresco, a toda hora
circulava pelas ruas uma multidão atarefada ou ociosa que acudia
aos mercados onde se vendia escravos livros tapetes,
especiarias, existiam herbários que preparavam ungüentos , e
berberes que saiam dos campos para vender hortaliças, e entre
todo essa gente , pululavam mendigos , cegos, equilibristas,
faquires , encantadores de serpentes, narradores de contos e
astrólogos.
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-
as casas -
A maiorias das casas era de dois pisos, as mais
ricas tinham um portão de entrada que comunicava a
um saguão por onde se chegava a um pátio central,
donde saia um domo arejado para refrescar nos dias
de calor.
As escadas estreitas levavam ao piso superior
reservado às mulheres. Estes pátios eram ajardinados
e possuíam ao centro um fonte. As casas mais
humildes, eram parecidas mas muito menores, a porta
de entrada dava para um pequeno corredor que dava
para um pequeno pátio cuja galeria era sustentada
por colunas de ladrilhos. Tanto nas casas ricas como
nas pobres o pátio era o centro da vida familiar, e
as vezes o piso superior tinha um balcão
semi-cerrado por treliças que assegurava as mulheres
olhar a rua sem serem vistas.
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- a
vida familiar -
A família árabe se baseava no patriarcado, o pai
tinha poder sobre a esposa, os filhos e os
servidores, e à poligamia, direito a ter mais de uma
esposa. Segundo a lei mulçumana cada homem pode ter
até 4 esposas, desde que pudesse sustentá-las, mas
na prática isso só acontecia nas classes altas.
Os nobres e príncipes tinham concubinas escravas,
muitas delas de origem cristã convertidas ao
islamismo . O número de concubinas podia ser grande,
mas somente as que davam um filho homem ao sultão,
alcançavam o título de princesas- mãe , o que lhes
dava o direito de ter fortuna pessoal e emancipar-se
com a morte do senhor. As outras quando morriam o
sultão passavam a depender do sucessor.
Em todas as classes sociais havia um contrato de
matrimônio , por meio do qual o noivo se comprometia
a pagar um dote a sua futura esposa, e esta, por sua
vez ,devia ter o enxoval: roupas de casa e vestidos,
jóias e tapetes entre os nobres. Este contrato se
firmava antes das bodas que tinham a data fixada por
um astrólogo, os festejos duravam uma semana
inteira, começavam na casa da noiva que cercada por
um cortejo de familiares e músicos ,seguia para a
casa do noivo.
Para a mulher o matrimônio era o ato social mais
importantte da sua vida, os pais que escolhiam o
jovem que melhor dote ofereceria , em terras, ouro
ou cabras.
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-a
condição da mulher-
Uma vez casada a mulher não poderia mostrar seu
rosto, salvo para o marido e parentes próximos.
Submetida por completo a autoridade do marido ,
levava a partir de então uma vida de semi reclusão.
A mulher humilde trabalhava em casa, cosendo e
cuidando da família, e a mulher de posição elevada,
saia pouco , podia freqüentar os banhos públicos, ir
à mesquita e as vezes ao cemitério.
Quando o marido recebia para um banquete em casa, as
esposas não participavam, somente se permitia a
presença de escravas , cantoras e bailarinas.
Ao nascer um filho se colocavam amuletos de proteção
e ao sétimo dia se dava o nome. Somente os mais
abastados podiam dispor de escola ou professor
particular.
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-Alimentação-
A base era o trigo, cada família fazia seu pão
seguindo uma receita que passava de geração em
geração, que era levado a assar num forno coletivo,
para os pobres, a carne era um luxo reservado as
festas religiosas. No inverno tomavam sopa de semola
e outras raízes. Eram comuns os purês de lentilha,
grão-de-bico, beringela, e as sopas de verduras com
especiarias.
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 |
Os ricos dispunham de bebidas
fermentadas e comiam carne em abundância, de carneiro e cabrito,
sopas com carne picada, e uma diversidade de doces. Em todas as
classes se cozinhava com muito tempero: gengibre, açafrão,
canela, cominho, pimenta, e se consumia grandes quantidades de
arroz. As bebidas mais comuns eram a água aromatizada com
essência de rosas, o aniz fermentado, e chás ; o álcool é
terminantemente proibido pelo Corão.
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-os
funerais-
Quando morria um membro de uma família pobre , as
mulheres da casa gritavam e se lamentavam
exageradamente , o corpo era envolvido em um pano
branco , e depositado de costas com o rosto virado
para Meca ; os cemitérios eram austeros e tinham
plantados palmeiras , ciprestes, e olivas. Os ricos
construíam sobre a tumba capelas rodeadas de
jardins.
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-
os banhos -
Eram amantes da limpeza e da higiene, nas casas
modestas se lavavam com simples tinas, mas nas casas
grandes encontravam-se banheiras de mármore e pedra.
Como nas antigas termas romanas , o banho árabe
começava com um banho de vapor em uma sala quente ,
de onde se passava para uma sala temperada, e logo
depois, para terminar, uma sala fria.
Os banhos públicos, reservados as classes altas eram
verdadeiros encontros sociais, donde se saia depois
para passear ou comer. Funcionavam de manhã para os
homens, e a tarde para as mulheres . Ali eram
servidas por funcionarias que além de massagens,
podiam ainda depilar, cuidar dos cabelos e da pele
com preparados especiais. Alguns banhos reais, nos
palácios, dispunham de um balcão no alto onde
ficavam músicos cegos que entretinham os nobres, que
desfrutavam de repouso, acompanhados de suas esposas
e concubinas.
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- a
mulher -
As jóias- a arte de joalheria alcançou um nível
extraordinário entre os árabes. A mulheres ricas
levavam colares de pérolas e de pedras preciosas,
braceletes, pulseiras nos tornozelos, anéis, broches
e diademas.
As mulheres mais simples usavam jóias de prata, e um
tipo de pérola pequena que se chamava aljófar. Para
todas era símbolo de status , e no caso das
concubinas todo o patrimônio que se dispunham estava
convertido em jóias. As bailarinas também recebiam
pagamento na forma de moedas e adornos, daí o fato
de terem incorporado muitos destes adornos ao trajes
de dança, impedindo assim que fossem roubadas .
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-mercado de escravos-
Um dos negócios mais lucrativos, haviam mercados
exclusivos para esse comércio, onde os escravos eram
distribuídos de acordo com sua procedência,.No
comércio de mulheres o preço mais alto era pago
pelas escravas cantoras, quase todas de origem
oriental, muitas delas recebiam uma esmerada
educação , pois deveriam entreter os senhores por
muitas horas nos haréns.
|
 |
Haviam eunucos de muitas raças,
que eram operados pelos melhores cirurgiões judeus, que eram
destinados aos haréns reais ou privados, uma vez que só eles
podiam entrar na ala reservada às concubinas. Os negros eram
muito apreciados por sua força física e pela fama de serem
velozes corredores.
Outra classe de escravos caro eram os de origem européia, na
verdade prisioneiros de guerra, alguns eram feitos eunucos,
outros destinados a serviços domésticos; ou ainda serviam na
guarda pessoal dos sultões. Os escravos podiam alcançar
liberdade indo a guerra no lugar de seus amos, e , se voltassem
com vida, eram libertos. Ao se comprar um escravo firmava-se um
contrato para evitar reclamações posteriores; e às mulheres
faziam examinar por um médico.
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-os
deveres religiosos-
A religião serviu para unir diversas tribos e etnias
árabes, os homens tinham a obrigação de rezar quatro
vezes diárias , e ir a mesquita, se não for impedido
pelas obrigações diárias.
A mulher só ia a mesquita às sextas-feiras, dia
festivo e de orações em comum, a ala de mulheres não
se comunicava com a dos homens. Para eles a mesquita
era também um centro de reuniões sociais , onde se
divulgavam os editos do governo, e se falava de
negócios.
Uma figura importante era o Moecin; funcionário
encarregado de anunciar as cinco rezas cotidianas,
subia no alto do alminar ou torre da mesquita, e
entoava uma melodia religiosa, quase um lamento. Os
fieis lavavam os pés, mãos e cabeça , no pátio que
invariavelmente possuía uma fonte e entravam no
templo descalçados para os ritos.
***********************
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*Perguntas e Respostas*

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De
onde vem a dança do ventre?
Do ponto de vista histórico as grandes bailarinas do
Oriente Médio ,que servem de referência às
estudiosas de dança do mundo todo, são continuadoras
diretas das Gawazees , ciganas, nômades ,que desde a
mais remota antiguidade viajam pelo Oriente,ora
absorvendo ora distribuindo influências.Essa dança
passou inclusive pelo Egito Faraônico, (civilização
que teve seu ápice em 4000a.C com a construção da
Grande Pirâmide),sendo esta arte ,no
entanto,anterior ao período dos Faraós.
******************
Dança do Ventre é árabe ou egípcia?
Faz parte de uma Tradição Oriental que atravessou
todas as culturas antigas ,
hindú,babilônica,assíria,fenícia,persa etc., e que
por razões históricas e geográficas estacionou no
Oriente Médio ,recebendo daí para frente influências
estéticas da cultura Islâmica ,vigente na região.O
Egito faz parte do Oriente Médio,é um país islâmico
,e não conserva em sua cultura ,costumes ou arte
,influências do Egito Faraônico. A Dança do Ventre
como a conhecemos ,pode ter sido dançada no Egito
Faraônico,são suposições que fazemos que não tem
nenhuma comprovação histórica ou arqueológica.
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E mais correto dança do ventre ou
dança oriental?
Os dois nomes estão corretos. Dança Oriental seria a tradução
literal para o termo árabe "raks al sharqi" , ou seja é assim
que os árabes a denominam querendo dizer que essa dança vem mais
do Oriente do que eles estão.No entanto, no século 19 os
europeus quando estiveram no Egito ,usaram o termo "Dance do
Ventre"pois era da barriga ou do ventre que saiam os movimentos
sinuosas ,as batidas as vibrações, movimentos que não existiam
em nenhum folclore europeu.Esse nome se difundiu em muitos
países do ocidente ,e aqui no Brasil é o mais comum,e é claro ao
se escutar esse termo qualquer pessoa se reporta ao Oriente
Médio e suas tradições.

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Qual a idade apropriada para se começar a dançar?
É a única dança que a mulher pode começar com 100
anos! Porque é orgânica,ou seja, os movimentos são
naturais ao corpo, não impostos ou forçados, cada
mulher tem seu ritmo, forma de dançar de acordo com
sua constituição. A Dança Árabe deve ser encarada
como um a atividade física e como uma forma de
expressão artística pessoal, respeitando-se os
limites de cada aluna, em todas as idades a mulher
encontra benefícios e estímulos para começar a
dançar.
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Existe algum ritual de iniciação (em nossos dias)
para a mulher que queira desenvolver-se na arte da
dança do ventre? O que gostaria de saber também é do
motivo de algumas dançarinas mudarem seus nomes de
batismo, é apenas para fins artísticos ou existe um
ritual ou cerimônia com base mística? Caso exista
algum significado místico nestas cerimônias, quem
seria a pessoa ideal para executá-lo e como? A
presença do véu deve ser tida como sagrada ?. de
preferência com dados registrados historicamente,
quero passar a informação bastante segura para esta
aluna ou qualquer outra pessoa. Confio muito em sua
seriedade e é por isso que fiz questão de perguntar
. Obrigada. Sylvia Recife/PE R. |
 |
Não existe nenhum dado
histórico que aponte para rituais de iniciação das
bailarinas ao longo dos tempos. Não se esqueça que a dança
do ventre é orgânica,ou seja, é natural do seu corpo, isso
significa que você não tem que pedir autorização ou benção
de ninguém para começar a se expressar através da dança.Os
rituais de iniciação são uma coisa muito séria que pertencem
às tradições espiritualistas do Oriente (China
,Tibet,Índia,Japão). Isso não significa que você não deva
respeitar as grandes mestras que já tem um trabalho
consagrado porque a arte não é um processo individual, mas é
um trabalho coletivo através das gerações. No Oriente Médio
as bailarinas dançam com o nome e sobrenome de batismo, aqui
no Ocidente para dar maior credibilidade e proximidade com
uma outra cultura, que não é a sua própria,é comum as
bailarinas adotarem um nome árabe para fins artísticos. Isso
agrada ao público e aumenta a empatia, porém não é
obrigatório você tem que se sentir a vontade com esse novo
nome. . Só para finalizar: continue pesquisando, não aceite
informações que não tenham comprovações históricas (livro,
autor, data histórica, fonte). Existe muita mistificação
desnecessária e mentirosa em torno dessa dança."O Caminho da
Arte é o caminho da Verdade".
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E hoje como
dançam as bailarinas no Líbano e Egito?
descalças ou de sapatos?
Apesar da sofisticação dos shows de hoje em dia
e do crescente profissionalismo as grandes
estrelas do Egito ainda preferem tirar os
sapatos, que são usados só para abertura de
shows.Graças a Nadia Gamal Mestra que
estabeleceu um novo padrão técnico para a dança
do ventre e que dançava no Líbano na maior parte
do tempo, ficou estabelecido naquele país o uso
de sapatos pelas profissionais.O que podemos
concluir é que usar sapatos ou não é uma questão
pessoal. Não existe regra: depende da adaptação
de cada bailarina....
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É certo dançar descalça ou de
Salto?
Com todas as Danças e artes do Oriente,podemos acreditar que nos
primórdios, a Dança Árabe também era realizada com os pés
descalços.Todos sabemos que o contato com os pés na terra
aumenta a conexão com as energias telúricas,favorecendo a
dispersão das cargas negativas acumuladas, pois a terra tem a
capacidade de transmutá-las e renová-las.Em 1929 a libanesa
Badia Massabni abriu uma casa de shows no Cairo, Egito.Lá
trabalhavam as grandes Mestras da dança,que definiram nossa
forma de dançar até hoje:
Taheia Carioca, Samia Gamal, Naima Akhef, presentes nos filmes
em branco e preto, indispensáveis para uma verdadeira estudiosa
.Elas passaram a utilizar sapatos como forma de sofisticar uma
apresentação e para se diferenciar das bailarinas de rua, muito
simples, e que então já era uma tradição no Cairo.

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Toda
música árabe pode ser dançada?
Claro que não! Os ritmos são específicos para dança,
é preciso educar os ouvidos para a música árabe que
é bastante rica e complexa, uma boa forma é assistir
os vídeos das bailarinas egípcias,pois pois elas
dançam todos eles com a perfeição de quem nasceu
escutando.
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Existe um alongamento específico para essa dança?
Nesse caso deve prevalecer o bom senso! Nenhuma
atividade física deve ser feita sem alongamento e
aquecimento, no Oriente não se cultiva o corpo como
no Ocidente....então você pode usar várias técnicas
dependendo da sua bagagem de estudo.....eu mesma
prefiro me apoiar na Ballet, mas existem outras
maneiras de se preparar o corpo para uma aula de
dança. Mas não caia no erro de transformar sua aula
num estudo avançado de anatomia! A dança tem uma
linguagem própria que deve ser respeitada! Quem foge
muito ou enxerta conteúdos de todos os lugares ,
certamente não domina suficientemente o assunto e
usa termos difíceis e até pouco conhecidos para
passar por entendida.
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Homens também dançam o Ventre?
Essa pergunta é bastante polêmica! Se você
considerar que a Dança é um folclore, e o folclore
pertence ao povo e não só a um dos sexos, os homens
dançam todos os ritmos da sua cultura, e isso é uma
manifestação bastante espontânea no Cairo! Música e
dança são fatores determinantes para a preservação
de valores culturais muito antigos! Mas não podemos
esquecer da dimensão de expressão da alma feminina,
que encontra tanto espaço na dança do ventre! A
dança como espetáculo não aceita essa deformação!
Porque é simplesmente um homem vestido de mulher
imitando a movimentação e os trejeitos femininos,
mesmo que ele realize os movimentos com bastante
técnica o resultado é caricato e até agressivo para
o público. Se algum homem se interessa pela dança
árabe tem muitas variações folclóricas que pode
estudar e compor um show bastante interessante.
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Existe idade certa para se começar a aprender?
Eu aconselho sempre depois dos 15 anos porque já se
tem estrutura emocional para lidar com outros
aspectos que surgem, além do corporal. Existem
poucas professoras que se dedicam a ensinar
crianças, e que fazem isso bem, elas precisam de uma
linguagem e ritmo de aula adequados,a parte
folclórica, as danças de grupo , quase como
quadrilhas, são bem saudáveis para elas. No entanto
devemos preservá-las de uma erotização precoce, ou
de uma egolatria desmedida, e stress de participar
de um espetáculo, com muitos ensaios e
responsabilidades também deve ser avaliado....é
preferível estudar Ballet, que fornece uma base
sólida para qualquer dança, e , crescendo, se
manifestar interesse, apoiar.

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Existe alguma relação com os 7 chacras?
Sim, em todas a tradições antigas do oriente, a
percepção do corpo e do movimento era mais holística
e integrada, no ocidente a questão energética ainda
gera polêmicas, ativar as energias que compõem o
Universo através da prática de técnicas orientais
depende da maturidade e sensibilidade espiritual de
cada um.
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Podemos usar elementos de técnicas ocidentais ou
devemos nos esforçar para sermos fiéis ao Folclore?
Uma bailarina de outra cultura sempre trará em sua
bagagem, técnica e feeling de suas experiências
pessoais,e isso certamente despontará no seu
trabalho,devemos lembrar que a arte é viva e é um
processo dinâmico, grandes talentos sempre alargam
os limites do possível ou do aceitável até então;
mesclar elementos e recursos , traz também um toque
contemporâneo.
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Em
que medida a Dança do Ventre contribui para o
desenvolvimento pessoal ?
A Dança do Ventre é sem dúvida ,uma forma rápida de
retomada do Poder Feminino, poder entendido não
apenas no sentido político de emancipação e ascensão
social, mas no sentido Cósmico,ou seja o poder
feminino na Criação,a energia feminina que gera,
multiplica e transmuta todos os elementos.
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Todas as mulheres podem dançar?
Sim! Eu sou a favor que todas se dêem essa chance!
Mesmo as que por um motivo ou por outro não consigam
realizar alguns movimentos, ou atingir um padrão
técnico excelente, o contato com essa energia e o
processo que ela desencadeia é muito enriquecedor!
Já vi mudanças profundas na vida e na saúde de
mulheres que começaram a dançar mesmo que por hobby,
é sabido que essa é uma forma poderosa de se
trabalhar a auto-estima e de exercitar as qualidades
femininas, que nos dias de hoje estão
desvalorizadas!

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Uma
boa professora tem que ser necessariamente bailarina
?
Não. ensinar é quase uma missão! existem boas
bailarinas que não têm didática, ou jeito para sala
de aula....existem aquelas que estudam e se dedicam
muito mas não escolheram o palco para trabalhar
preferem desenvolver seu trabalho e talento para
dança em sala de aula. O importante é levar qualquer
uma das carreiras, com seriedade e respeito, pois um
dos maiores problemas da dança árabe é a quantidade
de gente sem qualificação e sem escrúpulos
trabalhando, e comprometendo o mercado como um todo.
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...um antigo poema de amor....
Feliz o momento em que nos sentarmos no palácio ,
dois corpos , dois semblantes , uma única alma - tu
e eu.
E ao adentrarmos o jardim , as cores da alameda e a
voz dos pássaros nos farão imortais - tu e eu.
As estrelas do céu virão contemplar-nos e nós lhes
mostraremos a própria lua - tu e eu.
Tu e eu , não mais separados , fundidos em êxtase ,
felizes e a salvo da fala vulgar - tu e eu.
As aves celestes de rara plumagem por inveja
perderão o encanto no lugar em que estaremos a rir -
tu e eu.
Eis a maior das maravilhas : que tu e eu , sentados
aqui neste recanto , estejamos agora um no Iraque ,
outro em Khorassan - tu e eu.
- Jalal ud-Din Rumi - séc.XIII
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*Você é Espelho*
Quando tudo a sua volta for escuridão, use seu
brilho interior.
Quando todos desacreditarem da sua capacidade,
mostre a sua força e insista um pouco mais.
Quando tudo parecer mais forte e te sufocar, mire no
seu objetivo e continue lutando.
Desistir de um plano, de uma meta ou objetivo, é
ficar andando em círculos.
É como recomeçar em uma longa estrada... Não ouça os
pessimistas, acredite na sua idéia, na sua força.
Poucos são aqueles que fazem previsões otimistas, a
grande maioria aposta na derrota.
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Faça a diferença! Existem
milhares de médicos, psicólogos, contadores, advogados, mas você
é único, e pode criar um diferencial na sua profissão, seja pela
simpatia, pela competência, pela inovação.
Seja diferente, seja moderno, seja aberto ao mundo. Resolva-se
interiormente: decida-se por um objetivo e concentre todos os
seus recursos nessa conquista.
Ninguém resiste aos determinados. Não aceite a situação como lhe
aparece. Limpe a sua mente, fuja da miséria.
Para terminar, lembre-se: Deus é abundância. Deus é
prosperidade, é alegria, é vida, não se contamine com a dor, com
a doença, com a pobreza. Não aceite uma vida triste, sem cor,
sem amor, sem saúde, sem dinheiro, sem respeito.
Você nasceu para brilhar, para vencer, para mostrar aos outros o
que é viver em harmonia com a vida, com Deus e com você mesmo.
Eu acredito em você! *
(anônimo).
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