La Bomentre - Arte e Sofisticação em Dança do Ventre

Oriente-se

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Tudo o que morre e passa

é símbolo somente

o que não se atinge

aqui temos presente

o indefinível se realiza aqui

o feminino eterno atrai-nos para si .

Goethe

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Folha de São Paulo - 28/01/2001

INTOLERÂNCIA

Mistura de preconceito e conservadorismo religioso deixa as dançarinas na mira da polícia moral egípcia Egito censura o ventre na dança do ventre PAULA SCHMITT ESPECIAL PARA A FOLHA, DO CAIRO

Mais uma noite de dança do ventre no Nilo, em um dos vários barcos que navegam o rio enquanto os clientes jantam e apreciam o show. O barco se move. A Torre do Cairo desponta pela janela, o prédio da Rádio e Televisão Egípcia passa devagar, o Ministério das Relações Exteriores mostra orgulhoso o junco faraônico que decora as suas colunas. No bufê, falafel, tabule, kafta. A música árabe avisa aos comensais que a dança do ventre vai começar.

Nada pode ser mais egípcio. Ou pode? No palco, uma mulher ruiva, de olhos azuis e pele alvíssima mostra o que é que a norueguesa tem. Majken Waerdahl -ou Hanin, para o público- tem 27 anos e dança há seis. Assim como outras estrangeiras, Hanin conseguiu unir prazer e trabalho ao vir para o Egito e ocupar o lugar de uma espécie que já está se tornando raridade: a "legítima" dançarina do ventre. O desaparecimento das egípcias nessa arte tem causas não confirmadas, mas cada dia mais evidentes. O motivo principal parece ser uma mistura de preconceito com conservadorismo religioso. Segundo Farida Fahmy, diva do folclore egípcio, ex-bailarina e mestre em etnologia da dança, o país tem uma "relação de amor e ódio" com a dança do ventre. "Os egípcios podem até ir ao show, mas vão sempre olhar as dançarinas com menosprezo." A própria Farida deixa escapar um desprezo todo seu: "Nosso grupo de dança folclórica mostrava a dança do ventre com decência e arte, não com o intuito de seduzir". Farida explica que as egípcias "nascem com a dança do ventre no sangue", mas são imediatamente dissuadidas do hábito. "Enquanto a filha tem 6 anos ou 7 anos de idade, a mãe acha bonitinho vê-la dançar. Mas, assim que a menina cria corpo, a mãe proíbe a filha dizendo que aquilo é indecente." A repressão não fica só no âmbito familiar.


A Adab, ou "polícia moral", faz incursões por hotéis e casas noturnas para se certificar de que as dançarinas estão cumprindo o seu código de bons costumes. As restrições são tantas que a dança do ventre pode em breve se tornar dança do pescoço, a única parte do corpo que parece ter sido esquecida pelos censores.
De acordo com a Adab, as dançarinas não podem deixar as coxas à mostra e, num desafio à semântica, não podem mostrar o ventre. A região que vai da cintura ao seio é usualmente coberta com uma rede ou meia fina, qualquer coisa que pareça cumprir a lei. Algumas dançarinas preferem cobrir-se por completo. "Eu não me arrisco, cubro tudo e me livro de ser mandada para a cadeia", explica Hanin. A inglesa Francesca Sullivan, dançarina do ventre e jornalista, explica que nos hotéis cinco estrelas, ao contrário dos cabarés, ainda é possível burlar a lei. Mesmo assim, muitos hotéis preferem não arriscar. "Os policiais vêm aqui e multam a gente", explica Hisham Abdelaziz, gerente do cinco estrelas Semiramis.

Como o ventre deixou de ser a atração principal, vale tudo para entreter o público. Completamente coberta com seu vestido vermelho, a dançarina Sohair tentava animar o público balançando um deslocado guarda-chuva, lembrando mais o frevo do Nordeste brasileiro do que qualquer expressão cultural do Egito desértico. As consequências já são visíveis. De acordo com a Autoridade de Arte Egípcia, em 1957 havia cerca de 5.000 dançarinas do ventre profissionais. Atualmente apenas 380 estão registradas. E o registro é feito junto à Adab, a polícia moral, não nos sindicatos -dançarinas do ventre não têm representação. Para o empresário Omar Said, muçulmano que não bebe, não fuma e reza cinco vezes por dia, "a atmosfera geral do país está conduzindo a nação para o fundamentalismo religioso e a intolerância".

Para Said, arte e religião não deveriam se misturar. "O Islã, por exemplo, não admite o culto a imagens, mas nem por isso nós vamos destruir as estatuas faraônicas." Se por um lado o Egito está diminuindo a produção de dançarinas locais, o país continua sendo o centro mundial para a exportação da técnica. Em meados do ano passado, a professora de dança do ventre Rakeia Hassan reuniu 170 dançarinas do mundo inteiro para uma oficina de dança do ventre. Entre elas, alunas e professoras de Estados Unidos, Itália, Noruega e nada menos que 35 professoras do Japão. A excelência na dança do ventre, porém, parece estar com as egípcias. Para Francesca Sullivan, estrela da dança do ventre, loira e relativamente famosa, as egípcias vão ser sempre melhores. "Elas têm um jeito de se comunicar com a platéia, uma empatia que é essencialmente egípcia. Tem a ver com a linguagem corporal da cultura deles, gestos, músicas, letras. A dançarina e a platéia partilham do mesmo subtexto". A professora Rakeia concorda. Em meio a 15 alunas francesas -donas-de-casa, empresárias e estudantes- que vieram ao Egito exclusivamente para duas semanas intensivas de dança do ventre, Rakeia ecoa o que foi repetido por todas as 11 dançarinas profissionais estrangeiras entrevistadas para esta reportagem. "O ritmo das egípcias está no sangue. É o mesmo que eu tentar sambar. Você acha que eu vou sambar como uma brasileira?"

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A Estrutura dos Shows no Meio Oriente

Com milhares de luxuosos e sofisticados night clubs espalhados por diversos países, o Meio Oriente tem alto nível de sofisticação nos seus shows. As bailarinas tem sempre que estar se renovando e investindo nos seus shows. A começar pelo guarda roupa: estilistas renomados da alta costura assinam os modelos que são renovados a cada temporada.

As músicas são feitas por compositores famosos especialmente para as bailarinas. A orquestra tem no mínimo seis músicos. Os ensaios são conduzidos pela bailarina : ela é quem dá a acentuação do ritmo nas músicas segundo seu gosto pessoal e seu estilo.

Ela também tem cantores para dar voz às interpretações. As vezes se usam grupos de bailarinos dançando dabke, saidi e danças folclóricas como apoio ao show da bailarina, na mesma noite podemos assistir a uma estrela da dança seguida de um dos grandes cantores do mundo árabe: Jorge Uassuf, Rágheb Aleme, Mel-hem Barakat, Noal El Zoghbi. Outras vezes, a bailarina e seu grupo são a única atração do night club, nesse caso a responsabilidade da bailarina aumenta , pois ela juntamente com seu grupo de bailarinos cantores e orquestra tem que prender a atenção do público pelo espaço de mais de duas horas

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Artigo Publicado no Jornal Carta do Líbano

Dentre de todos os shows étnicos, o árabe ou o oriental é o mais contagiante e encantador. É possível alguém ficar parado ao escutar os primeiros repiques do Durbak?

No países do norte da África e do Médio Oriente as mulheres dançam entre si para se entreterem, nesses momentos existe pouca diferença entre a platéia e os espectadores, e em momentos determinados cada uma tem a chance de ser os dois. As crianças aprendem cedo a imitar a dança das mulheres e são encorajadas a mostrar o que sabem. A dança árabe é baseada em técnicas específicas, mas cada mulher desenvolve seu estilo próprio expressando a sua sensibilidade e personalidade através dos movimentos

A dança oriental ganhou fama mundial quando Napoleão fez uma expedição ao Egito em 1798, os europeus foram cativados pelas bailarinas gawazee (ciganas) famosas pelas suas performances que ficaram imortalizadas pelas pinturas e livros do chamados orientalistas com Delacroix, Gerome, David Robert Flaubert, daí o nome “Dance du Ventre”, por causa dos acentuados movimentos da barriga e dos quadris. Hoje a “Raks el sharki”continua como uma arte popular nos casamentos festas e casas noturnas ou como uma forma de expressão pessoal nas festas familiares.

Tão importante como estudar a técnica e os ritmos da dança ,é criar e compor o seu próprio traje de bailarina.Aí também revelam-se aspectos da personalidade da bailarina: a escolha de cores, design da roupa, a criação do bordado, além de serem um trabalho artístico e um desafio para a criatividade, são também uma forma de terapia.

Os levantamentos históricos revelam que as bailarinas vestiam em público a mesma roupa que as mulheres de classe média vestiam na privacidade do harém, basicamente consistia em um vestido de fundo longo e transparente com mangas largas até os cotovelos que caíam conforme elas dançavam movendo os braços, deixando a mostra braceletes e adornos das mãos e dedos em cima vestiam um colete firmemente amarrado para mostrar os contorno do corpo, os movimentos dos quadris eram valorizados por uma ou mais franjas amarradas as ancas ou por lenços e véus brilhantes envolvendo a bacia.

No século XX a dança se internacionalizou e se modificou para ganhar platéias do mundo inteiro. Como estagiária por três meses no atelier de alta costura de Fuad Sarkis responsável pelos figurino de Dina, Howaida, El Hashim, Narimam Abud, Dani Bustos, para citar apenas alguns nomes, pude assistir a todos os melhores shows das grandes estrelas de Oriente, que montam espetáculos novos todo ano para o qual compram músicas de compositores renomados, contratam coreógrafos e mudam radicalmente os figurinos, lançando modas para as profissionais de dança do ventre do mundo inteiro. Ombreiras, mini saias, capas, coroas e luvas, não são escolhidos apenas por gosto pessoal, mais fazem parte do contexto do show e da imagem e perfil que cada artista quer traçar junto ao público e a mídia sofisticação e profissionalismo, aliados a ao talento e personalidades de cada artista são os componentes que atraem, seduzem e encantam turistas amantes e estudiosos da cultura árabe.

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Traços Gerais do Khalige

Muitas mudanças têm ocorrido no Golfo desde o começo do século,e a principal razão é a comercialização do petróleo, trazendo a esses países uma riqueza jamais experimentada na sua história. Seu povo hoje tem acesso a todo o tipo de modernidade e tecnologia,o que provoca mudanças nos hábitos e costumes.

Um dos aspectos mais marcantes da música do Golfo é a maneira gutural de empostar a voz, diferente do canto operístico onde a voz é trabalhada no timbre, na tessitura,na afinação. Nas festas populares ,o canto muitas vezes coletivo é acompanhado por instrumentos de percussão que podem ser substituídos ou ajudados por instrumentos de sopro. Nas cidades,temos o violino,o alaúde,e o hanun (ancestral da harpa), e mais recentemente o órgão eletrônico que hoje é amplamente usado devido a diversidade de recursos que ele oferece, servindo para compensar deficiências musicais como criatividade e domínio técnico.
Além das canções para as festividades, onde tomam parte danças elaboradas,outros gêneros são usados em corridas de cavalos nascimento de camelos, ou para simples diversão com jogos rápidos de palavras.Nas gravações modernas vemos forte influência de estilos egípcios e tecnologia de estúdio,disseminados largamente por todo Oriente Médio, é a música de consumo,que lança cantores pop em shows de TV, clips e alcança grande vendagem de CDs .Por outro lado , governos tem estimulado a criação de conservatórios nacionais, favorecendo a produção de uma música de identidade nacional, cujos cantores desse gênero mais elaborado, são convidados em turnês e festivais por todo o mundo árabe, influenciando também os artistas desses paises.

Flávio Ganem Metne-in Oriente Express 98

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Véus

É comum em várias regiões do Oriente as mulheres cobrirem a cabeça e o rosto com véus, tendo para isso diferentes motivos e estilos de uso. Na Índia elas se cobrem em sinal de castidade,envolvem o corpo em saris, de 5 metros de comprimento, que terminam por lhes cobrir os cabelos,geralmente penteados com uma trança e enfeitados com pérolas e flores.

No Mundo Árabe os véus são parte da rotina de qualquer pessoa ,seja para proteger a cabeça do calor,seja por motivo religioso,ou como adorno; sobre o véu na altura da testa,é usada uma tiara com moedas de ouro e prata presas a correntes que caem nas têmporas e tilitam com o caminhar. As privilegiadas mulheres da sociedade enfeitam a cabeça com jóias e adornos preciosos.Com a modernização dos costumes ,nos países mais ocidentalizados como Líbano Síria Egito, as famílias gradualmente estão abandonando a obrigatoriedade do uso dos véus ,ainda que isso represente uma deferência e respeito aos padrões religiosos. Entre as beduínas do deserto,o véu é muito mais uma necessidade do que um modismo,uma vez que a temperatura pode ultrapassar 50 graus, sem falar das tempestades de areia que ferem os olhos ,o sol causticante,e vento noturno que sopra gelado.

A maioria das religiões do Oriente impõem a mulher recato discrição, e consideram provocação expor aos olhos masculinos, as feições,os cabelos sedosos,a expressão do olhar ,e em países ultra conservadores de um islamismo extremado,como Arábia Saudita e demais países do Golfo,elas devem usar um manto negro semelhante ao das madres que lhes oculta completamente o rosto e corpo ,desde a adolescência,não sendo jamais permitido tirá-lo em público. No Norte da África ,embora prevaleça o islamismo,as mulheres podem mostrar o rosto,mantendo a cabeça coberta.

É verdade que os cabelos sempre foram símbolo de sedução e sensualidade cobri-los não apenas demonstra recato e compostura mas é a forma correta de se dirigir às divindades,como se o véu nos envolvesse e se incorporasse à nossa aura , nos preservando do mundano,e nos convidando à interiorização. Do mesmo modo velar e desvelar-se com os véus demonstra a sutileza do poder feminino,onde ela se esconde do mundo e ao mesmo tempo se oferece ao seu escolhido . Nas Mitologias antigas ele representa as muitas formas da natureza com as quais o espírito se reveste, ou seja , a mesma energia,o mesmo sentimento, materializado em diferentes formas, maleável como o véu.

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Dança do Ventre, a Magia e o Mistério de uma Arte Milenar

O mundo moderno assiste a uma progressiva queda das fronteiras nacionais , vivemos num mundo cosmopolita , onde os valores e as culturas se interpenetram e se mesclam. O Ocidente e Oriente estão cada dia mais próximos, e essa proximidade se faz sentir de um modo muito especial,nas Artes , que passam a evoluir, influenciadas pela filosofía e pela estética do Oriente e do Ocidente.

Aqui no Brasil, todos sabemos a importante contribuição que o povo Árabe tem nos dado, tanto pelo interesse em participar ativamente da economia e do desenvolvimento nacionais , como pelos valores que nos tem ensinado: generosidade, hospitalidade, singular respeito à família, amor à religiosidade. Além disso a cozinha Árabe é reconhecida internacionalmente como uma das mas sofisticadas e saudáveis do mundo. Apesar do intercâmbio econômico e cultural com ocidente, os paises árabes mantém sua organização social e política e preservam a sua cultura.

Dentre as manifestações culturais Árabes, que atravessam séculos, a "Raks-el Charki", conhecida no ocidente como Dança do Ventre é a mais difundida. A dança e uma linguagem universal ,no alvorecer da história ela era uma exaltação ao Divino, um meio de união e êxtase,era prece e ação mágica; a dança acompanhava todos os momentos da vida; cada estação era recebida com dança para ajudar as colheitas e afastar as calamidades, ela reunia o plástico à música através do milagre do ritmo. Ao longo dos séculos surgiram as danças folclóricas, a dança oriental tem origem nebulosa, acredita-se que tenha surgido há milênios no Egito , país que é ao mesmo tempo centro conservador das tradições culturais e vanguarda artística do meio Oriente,daí ela se irradiou por todos os países árabes.

A Dança do Ventre celebra o Feminino da Criação,a Fertilidade, a Doçura ,a Subjetividade, a Sedução, a Sensualidade da mulher. Em relação aos benefícios orgânicos a Dança árabe trabalha os órgãos do baixo ventre, normalizando suas funções, os movimentos ondulatórios massageiam a coluna e aumentam a flexibilidade do corpo, mas a grande vantagem é que a arte do Oriente deixa uma margem à improvisação,à criatividade, e à sensibilidade de quem à pratica, assim cada bailarina, desenvolve seu próprio estilo.

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RAKS EL SHARKY Dança oriental ou dança do ventre

por Maíra Elias Magno da Silva.

Não se pode datar com exatidão o nascimento desta que é considerada uma das mais antigas formas de expressão corporal da humanidade, porém acredita-se que rituais religiosos do antigo império egípcio tenham sido o marco zero na elaboração desta dança milenar (PORTINARI, 1989). Mas será a dança oriental (ou do ventre como é conhecida no ocidente) nos moldes que nos são apresentados hoje em dia, expressão típica da cultura e religião dos povos que ocuparam o império egípcio a cerca de quatro mil anos atrás? Muito dificilmente.

Para reconstituir este quebra-cabeças teríamos que voltar na história cerca de quarenta séculos. A civilização egípcia instaurou-se às margens do rio Nilo e teve cerca de 35 séculos de existência. Em toda a sua história, foi invadida e dominada por vários povos, entre eles: hicsos, assírios, babilônios, mesopotâmios, gregos e romanos (PEDRO, 1985). Sendo o processo de aculturação entre povos dominantes e dominados praticamente inexorável, parte da cultura da época dos faraós foi perdida, parte assimilada e parte re-elaborada. Desta forma, os rituais religiosos do antigo Egito, dos quais acredita-se que a dança oriental deriva, foram, ao longo de séculos de história, profanados, miscigenados ou até mesmo, totalmente perdidos. Assim, não podemos afirmar com certeza que a dança oriental é uma dança egípcia por excelência.
Será ela uma dança árabe? Provavelmente a maior contribuição para a elaboração e perpetuação desta dança tenha vindo dos povos árabes islâmicos, porém existem registros contemporâneos à civilização Greco - Romana, que datam do século I DC, nos quais um poeta hispano - romano denominado Marcial, descreve a beleza da dança de bailarinas fenícias, chamadas Gaditanas. Este entre outros poetas da época cita a beleza destas danças, dizendo que os movimentos se concentravam nos quadris, e que tais bailarinas eram o encanto de Roma, naquela época. Além destes documentos, temos registro de pinturas ainda da civilização clássica, em que são ilustradas bailarinas envoltas em véus, e gravadas em poses que se assemelham muito a movimentos típicos da dança oriental. Porém, torna-se muito difícil conceituar estas danças ou mesmo abordar o tema da dança oriental antes da expansão dos árabes por volta do século VII da era cristã, uma vez que os registros são pontuais, escassos e subjetivos. Desta forma é comum associar a dança oriental aos povos árabes, uma vez que foram eles os responsáveis pela união destas danças e manifestações culturais em uma única dança, batizando-a de Raks El Sharky (raks dança em árabe e sharky oriente).

A modernização da dança oriental ocorre no início do século XX, neste período a dança é levada para o palco de casas noturnas, cassinos e às telas do cinema. Desta forma tornou-se necessária uma elaboração cênica desta dança. As bailarinas foram buscar inspiração principalmente no ballet clássico e nos filmes musicais norte americanos, pois eram estas as danças cênicas mais comuns da época. Sob estas influências, a dança oriental não se descaracteriza e nem perde a sua ligação com a cultura árabe, muito pelo contrário, o nacionalismo e o regionalismo eram figuras marcantes nos espetáculos da época. Muitos elementos cênicos são introduzidos à dança oriental tais como: grande movimentação, interpretações teatralizadas, marcações coreográficas, corpos de baile, grandes entradas, finais marcantes, figurinos cada vez mais luxuosos, linhas de movimento nítidas e alongadas. Porém, o sentimento oriental e a improvisação permaneciam presentes às bailarinas, o que explica a extrema diversidade de estilos e formas de se dançar das bailarinas árabes.

Foi criada uma rotina para shows, não uma forma de pasteurizar as bailarinas. A liberdade de criação e a personalidade de cada bailarina continuaram sendo a parte mais importante de um espetáculo de dança oriental. Este estilo criado no século XX tem seu apogeu entre as décadas de cinqüenta e setenta. Neste período, surgem os grandes nomes da dança oriental, bailarinas que elevam o nome desta dança a níveis mundiais. Técnica, beleza, interpretação e virtuose estão presentes na dança de bailarinas como Samia Gamal, Suheir Zaki, Fifi Abdul, Najua Foad e atingem o seu ponto máximo naquela que é considerada por muitos, a maior bailarina do mundo árabe em todos os tempos, a libanesa Nadia Gamal. A partir da década de oitenta, do século XX, há uma apropriação por parte da mídia, em especial da televisão, da dança oriental, levando ao que acontece nos países árabes, nos dias de hoje: uma degradação lenta, porém nítida, desta milenar e maravilhosa forma de expressão.

A dança vem perdendo sua espontaneidade, a música assim como as coreografias tornando-se cada vez mais pobres e repetitivas, as bailarinas estão perdendo a graça e a leveza, os figurinos são cada vez mais apelativos, além de uma ocidentalização e erotização das bailarinas, como nunca houve, na história do Oriente Médio. Porém o estilo clássico (como é chamado o estilo criado no início do século), ainda permanece presente em algumas bailarinas, como na libanesa Bushra, ou em países de restrita exposição das bailarinas na mídia, como é o caso do Egito.
 

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Contrato Para Show no Primeiro Século da Era Cristã:

Em meados do 1° século da era cristà, as bailarinas já estavam organizadas em companhias profissionais no Egito e em outros paises do Oriente. Podemos observar o grau de profissionalismo a que elas chegaram por este papiro encontrado por arqueólogos no Egito que fala de um contrato para uma apresentação, entre bailarinas e um rico propietário de terras.

"Para Izidora, dançarina dos Snujs de Artemisia da cidade de Fhiladelfos".

Eu peço que você acompanhada de outra bailarina de Snujs, no total de 2, venham se apresentar numa festa na minha casa por seis dias , começando em 24 do mês Payni (segundo o calendario antigo) Vocês duas vão receber o pagamento de 36 dracmas por cada dia, e nós forneceremos também 4 medidas de cevada e 24 partes de pão em folha (hoje conhecido como pão Árabe ) e também garantimos no caso de vocês trazerem enfeites e jóias de ouro que os guardaremos com toda segurança, e além disso, nós vamos mandar-lhes 2 burricos de carga para seu transporte quando vocês vierem e igual número para quando voltarem à cidade"

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Porquê o Egito é o Centro Mundial da Dança do Ventre.

Todos sabemos que a dança é praticada no Egito desde a antiguidade. Mas vamos falar de como o Egito é importante no cenário atual da dança do ventre. Desde que na década de 20 a bailarina Badia Massabai abriu uma casa noturna no Cairo, ela , juntamente com outras bailarinas , começaram a estudar novas formas de coreografias e apresentações de dança. Nós podemos observar como a dança se desenvolveu naquela época assistindo aos vídeos de Samia Gamal, que començou a introduzir passos de ballet e coreografias com elementos modernos . Os figurinos e cenários tinham uma nítida influência de hollywood. Naquela época as bailarinas começaram a usar sapatos para se distinguir das classes mais pobres e mostrar que a dança do ventre gradualmente subia de status.

Esse processo continua até hoje , com as bailarinas se sofisticando cada vez mais e utilizando nos shows orquestras de até 75 músicos, coreógrafos e grupos de dança que dão sustentação ao show. As produções de cinema também ajudam o desenvolvimento da dança. O Egito é o maior produtor de cinema do mundo árabe, constituindo um vasto mercado de trabalho para artistas é técnicos. O Egito é ao mesmo tempo centro conservador das tradições da cultura árabe e vanguarda artística do Oriente Médio.

simone bomentre

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Desvelando o Harém

Visto pelo Ocidente,o harém é uma gaiola dourada com mulheres encobertas e misteriosas um jardim proibido,(Harém=Proibido)que esconde dos profanos as suas delícias. Logo vem à mente delicadas odaliscas a espera do seu sultão,em dias passando sempre iguais aspirando voluptosas tragadas de fumo de um narguilé. Esta fantasia não é apenas cultivada no Ocidente.Hoje mesmo quem vive em Istambul imagina a vida no palácio como um conto das mil e uma noites habitado por tantas sherazads todas elas se parecendo com odaliscas de Ingres.

Não se sentiam prisioneiras antes,como não se sentiam livres agora.O Harém não era um cárcere mas um universo paralelo,com suas regras e seus equilíbrios , onde deixar entrar um homem qualquer,exceções feitas às crianças,eunucos e alguns parentes íntimos,era uma violação imperdoável. A ala proibida do palácio escondia um sistema aceito e perfeito,que palpitava ao redor das mulheres,mulheres fortes,que suportavam o destino do mundo perma necendo sempre um passo atrás.A beleza nada valia no Harém,era necessário ser inteligente,tão inteligente a ponto de não perceberes que o eras.Não era essencial a beleza da mulher,mas sua cultura,de companhia agradável,capaz de entreter o sultão com os prazeres da conversação,depois dos da carne. Por essa razão passavam o dia todo estudando e trabalhando,tocando e recitando as orações do Corão; somente assim até mesmo a última das escravas podia tornar-se a Kadin,a favorita, ganhando a confiança do Sultão

O Harém ,aquele mundo que se acreditava fora do mundo,se revela ao invés disso o centro nevrágico do Império,o lugar onde vinha a se estabelecer a política que influenciava todo o reino.Existia um jogo de poder enorme,ilimitado,e isso naturalmente criava inveja,ciúmes. Ao redor de cada Kadin orbitava uma corte de criadas satélites,e entre elas frequentemente se desencadeavam pequenas e grandes guerras, que não raramente envolviam também os eunucos e se degeneravam em agressões violentas:das deformações provocadas por veneno,até abortos provocados e homicídios.

Ao contrário do que se crê o Palácio não era trancado ,podiam sim sair com a cabeça descoberta depois de oito anos,levando como única lembrança um colar com uma inscrição na parte interna testemunhando que haviam pertencido ao Harém e haviam conquistado sua liberdade. Quem saia encontrava fora um futuro brilhante,pois sua instrução,e as capacidades refinadas no Harém lhe a asseguravam um casamento importante. Mas nenhuma delas esquecia seu passado e todas,na hora da morte,pediam para se sepultadas com aquele colar.

O fascínio do Harém tem algo de mágico que encanta mesmo a uma distância secular,os tecidos decorados com arabescos dourados,os samovares - os incensários,as imaculadas cortinas esvoaçantes os narguilés,sem falar na atmosfera de cumplicidade ,tensão erótica e sedução ainda acendem nossa imaginação.

(texto do diretor de cinema turco Ferzan Ozpetek, quando do lançamento do seu filme Harem Suare,sobre um dos haréms do último império da Turquia)Transcrito do Jornal Carta do Líbano- (Fuad Naime)

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O Dabke

Imagine uma aldeia libanesa com suas casas de pedra,é setembro, época de colheita,as uvas já foram apanhadas e separadas,um grande caldeirão cheio de suco de uva está sendo aquecido.Alguns moradores da vila estã0 ali se preparando para as festividades da noite.

Uma mulher chega com as bandejas de palha coloridas cheias de tabuleh, homus,babaghanouch ,forradas com folhas de parreira. Chega um grupo de ho mens e mulheres usando roupas brilhantes e festivas .elas vestem saias e blusas cobertas com longos paramentos. Véus e toucas com bonitos bordados e trabalhos de contas adornam suas cabeças. Eles usam Sherwals e lebbadeh(calças folgadas e chapéu de feltro) com paramentos coloridos entre a camisa e botas.

Um homem mais velho carrega um tambor feito de argila e pele de cabra esticada,outros dois carregam um Nay (flauta simples longa de bambú)e um Mijwiz (Flauta curta dupla de alta tessitura). Alguns homens e mulheres dão as mãos e começam a dançar enquanto outros acompanham batendo palmas; uma mulher dança sozinha com uma jarra na cabeça e é seguida por uma outra como se estivesse competindo; forma-se uma longa fila de dançarinos movendo-se em uníssono e fazendo o mesmo passo,exceto aquele que puxa a fila na extremidade,que faz variações de passos para mostrar força agilidade e graça.

É a Dança Folclórica do Líbano,relativamente simples com a contagem quatro passos, sendo que o quarto e uma batida do pe no chão.

No passado , na mudança da estação , entre outono e inverno,a lama que se instalava em cima das casas viria a rachar,precisando ser recompactada ,o dono da casa pedia ajuda aos vizinhos, que subiam de mãos dadas,batendo os pés no chão para reassentar aquela espécie de argila,um tambor e uma flauta foram acrescentados ao ritual das batidas de pé a fim de distrair os homens em tempo de frio e de chuva;com o tempo o canto improvisado surgiria,bem como o costume de servir arak ou vinho depois do trabalho.

O Dabki ganhou espaço profissional com o aparecimento dos festivais nos anos 60,estabelecendo um padrão de excelência para essa forma de arte. Existem companhias profissionais que se apresentam em teatros , ou são contratadas para abrir shows de outros artistas. E ainda hoje, é possível encontrar , no interior do Líbano, nas aldeias mais afastadas essa dança folclórica bastante pura e preservada..

Fouad Naime-Carta do Líbano-novembro de 97

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Ishtar

Era a Deusa da Babilônia do Amor e da Fertilidade

Segundo a lenda,o seu namorado morre e é levado para o mundo dos mortos, que pode ser também representado pelo interior da Terra,ou útero da Terra. Ishtar coloca suas mais finas vestes e parte para resgatá-lo . Para poder passar pelas câmaras secretas do mundo dos mortos,ela deve passar por 7 Portais.

Como preço de admissão é necessário deixar em cada um uma jóia e um véu. Daí a lenda da Dança dos Sete Véus. Enquanto ela está ausente em busca do seu noivo,a terra se torna estéril, e nem há amor ou alegria de nenhum tipo. Quando ela finalmente consegue resgatá-lo e trazê-lo de volta,a terra volta a florescer.

(do livro : Serpent of the Nile-Wendy Buonaventura)

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Entrevista com Abdel Halim Caracalla

-Uma das coisas que mais encantam no ballet Caracalla ;e a riqueza das roupas. Como é feita a escolha dos figurinos?

-As roupas vêem da história da civilização árabe. Se você olha a natureza desses países, o deserto, os mares, são uma fonte de inspiração No passado existiam povos de várias nações do Oriente. Essa estética dos trajes é de carácter local , do povo que vivia naquele tempo . O oriente era exótico misterioso e isto ainda está lá. O artista precisa captar esse espírito ainda presente. Caracalla vai buscar a herança árabe no passado. Esse é o antigo Oriente dentro do teatro.

Há uma preocupação em pesquisar as danças típicas de cada região do Líbano?

-A companhia não representa apenas o Líbano , mas todos os países árabes. Voa até as raízes , a identidade dos árabes e sua tradição com a dança Mas isso é apenas um aspecto. A técnica da dança representa o ocidente e a ciência de como um bailarino deve se mover .Nós usamos a tradição ocidental, fazemos um amálgama. O dois fazem o estilo Caracalla, então quando a técnica se une ao Oriente uma nova expressão vem do corpo para se expressar através do espírito do Oriente e Ocidente.

Como é feita a escolha dos bailarinos?

-Durante a guerra nossa escola foi fechada , eu não tive escolha .Basicamente treino os bailarinos coma técnica Marta Graham. Agora que nossa escola foi reaberta , uma nova geração está se formando , jovens libaneses que tem muita personalidade e inteligência no uso de seu corpo.

-Quanto tempo v ocê levou para criar Elissa, a Rainha de Cartago?

-Da criação à concepção dos figurinos, música , ensaios pelo menos dois anos .Porque é feito todo um trabalho de pesquisa histórica, depois a música é composta especialmente para o Ballet Faço uma coletânea de melodias do mundo árabe, e um maestro monta a orquestra para o Ballet. A melodia vem do passado e a orquestração , do presente.. As duas dimensões se juntam. As melodias vem do deserto, de uma cavalgar, de um casamento,, de uma mulher e usamos o mesmo propósito no corpo .Esse é o único grupo do mundo árabe que faz esse tipo de trabalho. E nós viajamos o mundo mostrando isso.

-Fale sobre o espírito das danças orientais

-A dança oriental pode ser usada de dois modos: do negativo para a sexualização da dança . Por outro lado você pode expressar a poesia do corpo , a elegância, a sensualidade , extra –sentimento do corpo. Ela pode ser literatura extremamente bonita para os olhos, eu a uso desse jeito. Numa maneira sofisticada e com classe essa dança é uma necessidade da mulher se expressar .é a única dança exclusiva das mulheres, revela seu espírito através da sua femililidade. Muitas dança a sós em frente ao espelho , então é uma dança de mulher para mulher. O dabke é o oposto: é a virilidade do homem, é realmente para o homem, e a dança oriental para a mulher. Os dois , penso eu provocam uma satisfação interior. ......Revista Oriente Express----2000

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Numa sucessão de gestos e passos que conciliam a música ,tem sido dadas muitas outras definições da dança. como expressão corporal da dupla natureza, angélica e animal do homem.

O sagrada , o profano e o social acompanham a dança ao longo de sua história. , como três dimensões do espírito paralelos às três dimensões do espaço,através de técnicas diferentes a lhe propiciar a extrema variedade segundo épocas países etnias e grupos sociais.

A dança é uma linguagem universal que durante muito tempo se manifestou como demonstração de entusiasmo no sentido etnológico do termo( Deus em si); sempre encontramos vestígios de danças rituais.

Com o decorrer do tempo criaram-se danças folclóricas ou de tradição, cuja a riqueza técnica e plástica seria descoberta em nossa época; mais ou menos adaptadas hoje às exigencias do Teatro; elas constituem quando sua autenticidade é respeitada um dos melhores espetáculos de nosso tempo . O crescente virtuosismo dos passos exige a especialização dos bailarinos , e uma vez posta em cena a dança logo atingiu uma síntese estética passando a desemppenhar papel principal , embora a atenção do expectador fosse igualmente solicitada pela música cenário e figurinos.

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Livros recomendados para estudo pesquisa

Entrando no próprio ventre”

Quem somos nós sem o ventre feminino? Por ele entramos na vida,dentro dele somos concebidos formados, e dele saímos para o mundo. Também da terra somos todos filhos,enquanto matéria corpórea, nascidos deste planeta, feitas de substâncias como os minerais ,as plantas e os animais.

A terra é Gaia,a Mãe Natureza, e a sua canção é o amor , como dizem os mitos antigos.
 

Ela é nossa casa assim como o corpo é nossa terra. (....) Como caldeirão do alquimista,onde se misturavam e condenssavam os elementos gestando novas formas,o ventre tem se mantido oculto,reprimido, latente,embora não menos poderoso do que já parece ter sido há 6 ou 7 milênios.A força do ventre existe para ser cuidada desenvolvida e aplicada com objetivos não egocêntricos Ela é poderosa demais para submeter-se ao consumismo ideológico predominante nesta era pós-industrial que coloca seres e corpos como artefatos eletrônicos,máquinas de produzir prazer oco e sem vida própria..... (...) Na busca para se libertar dos conhecimentos que oprimem sua força criativa,gerações de mulheres estão procurando modelos de atividades físicas - mas nem todas se adaptam ao corpo feminino. Afinal a mulher tem ou não tem uma movimentação peculiar?
Não se trata de pensar em superior versus inferior Nem de melhor ou pior.(...) O estudo das características do movimento humano vem mostrando que há várias diferenças importantes no estilo de andar ,correr, dançar,e jogar de homens e mulheres Dá até para imitar o outro sexo ,mas não além de certos limites......

Lucy Penna, Dance e Recrie o Mundo- A força Criativa do Ventre, summus editorial

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.......Uma Figura move-se Graciosamente diante do altar, iluminando-o,pondo fogo nas lamparinas de óleo feitas de barro,que o circundam.
Veja a sacerdotisa do Templo de Vênus,a deusa do amor.Ela é a prostituta sagrada. Ela mistério,coberta de véus.

 

Conseguimos vê-la apenas indistintamente Apesar da luz bruxuleante,discernimos sua silhueta feminina bem delineada A Brisa Levanta seus véus deixando transparecer suas longas madeixas negras.Braceletes de prata enfeitam seus braços e calcanhares; meia-luas em miniatura pendem de suas orelhas, e contas de lápis-lazuli circundam seu pescoço.Seu perfume com aroma de almíscar cria uma aura que estimula e enriquece o desejo físico.A medida que a prostituta sagrada avança pela porta aberta,ela começa a dançar ao som de música de flauta,pandeiro e címbalos.Seus gestos,sua expressão facial e os movimentos de seu corpo flexível,tudo fala de maneira a dar boas vindas à paixão.Não há falsa modéstia em relação a seu corpo,e quando dança os contornos de suas formas femininas revelam-se sob sua túnica cor de açafrão quase transparente. Seus movimentos são graciosos,e ela tem plena consciência de sua beleza.Está cheia de amor,e quando dança sua paixão cresce.Em seu êxtase esquece toda repressão e entrega-se à deusa e ao estranho.”
-do livro:A Prostituta Sagrada. -Nancy Qualls-Corbertt Ed. Paulinas

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.........“A dança nasceu junto como próprio Universo, a partir da observação instintiva de que o ritmo é o elemento fundamental que domina o movimento cósmico.Todo o cosmo se encontra em eterno movimento.
Galáxias, estrelas ,planetas, e satélites constituem, desde o princípio infinito de sua existência,uma grande criação rítmica movendo-se através do espaço: planetas circundando seus sóis;satélites circulando em torno de seus planetas;nosso próprio planeta girando ao redor de seu eixo.

O desenho deste movimento repete-se em cada átomo da matéria,e produz a sucessão também rítmica do dia e da noite,das marés , das fases da lua, das estações do ano.

 

Neste Cosmo em perpétuo movimento,a vida segue um ciclo rítmico de nascimento,crescimento e morte, que se mantém ,graças ao ritmo dos batimentos cardíacos e aos outros reflexos automáticos do organismo humano. (...) Quando se dança a dança de todos os povos ,cria-se uma nova identidade cultural universal, onde se vivencia a idéia de Unidade do Mundo, e se trabalha de forma incessantemente pela paz... (...) com isto modifica-se também o papel da dança, cuja alma se perdeu num mundo de técnicas, domínio corporal e competição entre tantos egos narcisistas.
Gláucia Helena C. B. Rodrigues, em Danças Circulares Sagradas -uma proposta de educação e cura,organização Renata Carvalho Lima Ramos- organizadora ed. Triom

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..........“Os americanos não sentem exatamente a mesma coisa pelo Oriente, que para eles está associado, muito mais provavelmente,ao extremo Oriente (China e Japão,principalmente).
Ao contrário dos americanos , os franceses, e os britânicos e em menor medida os alemães,os russos,espanhóis, portugueses,italianos e suíços- tiveram uma longa tradição daquilo que deverei chamar de “orientalismo”,um modo de resolver o Oriente que está baseado no lugar especial ocupado pelo Oriente na experiência ocidental européia.

O Oriente Não está apenas adjacente à Europa; é também onde estão localizadas as maiores, mais ricas e mais antigas colônias européias, a fonte das suas civilizações e línguas, seu concorrente cultural e uma das suas mais profundas e recorrentes imagens do Outro. Além disso, o Oriente ajudou a definir a Europa (ou o Ocidente), como sua imagem, idéia, personalidade e experiência de contraste.

 

Contudo nada deste Oriente é meramente imaginativo.O Oriente é parte integrante da civilização e da cultura materiais da Europa. O Oriente expressa e representa esse papel, cultural e até mesmo ideologicamente, como um modo de discurso, com o apoio de instituições vocabulário, erudição imagística, e até burocracia e estilos coloniais. (...) Desse modo, uma enorme massa de escritores, entre os quais estão poetas, romancistas,filósofos e teóricos políticos, economistas e administradores imperiais,aceitou a distinção básica entre Oriente e Ocidente como ponto de partida para elaboradas teorias, épicos, romances, descrições sociais e relatos políticos a respeito do Oriente, dos seus povos costumes,”mente”, destino e assim por diante.
“Situado entre a África e a Ásia e comunicando-se facilmente com a Europa, o Egito ocupa o centro do antigo continente.Este país apresenta não apenas grandes memórias; é a parte das artes e conserva inúmeros monumentos,seus principais templos e os palácios habitados pelos seus reis ainda existem,mesmo que seus edifícios menos antigos tenha sido construídos na época da guerra de Tróia.Homero, Licurgo,Sólon,Pitágoras e Platão foram todos ao Egito para estudar as ciências, a religião e as leis.

Alexandre fundou lá uma opulenta cidade que por muito tempo gozou de supremacia comercial,e que testemunhou Pompeu, César,Marco Antônio e Augusto decidindo o destino de Roma e de todo o mundo.É portanto apropriado que este país atraia a atenção de príncipes ilustres que governam o destino das nações.Nenhum poder considerável foi jamais acumulado por nação alguma,no Ocidente ou na Ásia, sem ter também voltado essa nação para o Egito, que em certa medida era visto como um quinhão natural. .

Said,Edward; Orientalismo do Oriente como invenção do Ocidente,companhia das letras.

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.........O Califa Harum -al Rachid, Vigário do Senhor dos Três Mundos e Emir dos Crentes,tinha entre seus amigos mais queridos,um homem cujos dedos, ágeis em manipular melodias,também tangiam admiravelmente as cordas dos alaúdes e guitarras:o prodigioso músico de sua época,Isaac-Al -Nadim , natural de Mossul.

O Califa gostava imensamente dele e dera-lhe um palácio rico e esplêndido no qual Isaac reunia as moças mais bem dotadas ,adquiridas no mercado,para depois transferi-las para o harém do Califa. (...)”Primor dos Corações foi no mesmo dia para a casa de Isaac,que pagou ao Sheikh 30 mil dinheiros.
Quando as escravas a lavaram e perfumaram,vestindo-as com as mais lindas roupas ,Isaac mais encantado ainda ficou com a sua beleza.Aperfeiçoara-a na arte da música e do canto, e a cada dia que passava, mais o professor se apaixonava pela aluna, e com isso já se arrependera da promessa feita , ou seja, entregá-la ao Califa .(...)

Primor dos Corações ficou parecendo um belo ídolo chinês,e ao chegarem ao palácio do Califa, provocou as maiores exclamações de admiração.Era realmente um milagre da natureza, um anjo caído do Paraíso. O Califa desceu os degraus do Trono, levantou-lhe o véu. Admirou-a extasiado e, depois baixou o véu de novo para significar que já lhe pertencia. E mandou Jafar entregar a Isaac cem mil dinheiros , tão entusiasmado ficara com a a aquisição.

As Mil e uma Noites:coletânea de novelas orientais/tradução Jacob Penteado,ed.maltese

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............Não te lembras daqueles contos infantis com que nossos pais deliciavam nossos ouvidos,contando-os diante da lareira,nas noites cruéis de inverno,açoitadas pelo bramido das tempestades de neve?

 

Não te lembras da linda história de um jardim suspenso, repleto de lindas arvores? Será que te esquecestes do final daquela narrativa, em que árvores misteriosas se transformaram em jovens,transportados no tapete mágico?
Tenho certeza de que tu te lembras bem disso,mas talvez ignores que Gilbran é igual àquelas jovens que sofreram o efeito da magia, algemados em correntes invisíveis e condenados por influências desconhecidas.... Estou ainda aguardando a chegada do herói do conto de Aladino, o qual, depois de atravessar sete mares, para me libertar,tire minhas algemas e afaste o efeito da magia de sobre minha existência e me proclame ,por fim,um ser independente e livre.....

Kalil Gilbran,trechos de carta a seu tio Naclé Gibran

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.....A dança é a melhor forma de expressão que existe .Na pratica dos exercicios e mudras,pode-se verificar que o fisico e o energético caminham interligados,abrindo e fazendo evoluir em harmonia e bem estar-corpo-mente -alma.

A magia que a dança do ventre traz para quem a pratica,ou aprecia simplesmente olhar,permite que seja captada a energia que esta de volta nos céus e na terra,podendo mexer com o inconsciente.
A dança do ventre não originou-se somente num pais ou região.Recebeu as características dos costumes de cada pais onde era praticada,dependendo dos deuses e das deusas que as sacerdotisas consagravam ou cultuavam em seus rituais, sendo indispensável dizer que esses cultos eram destinados à Deusa Mãe e à fertilidade.

Ela foi dançada e consagrada nos templos de várias ordens e religiões.

Dança doVentre- Descobrindo sua Deusa Interior-

Sueli Lyz-Berkana editora

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....toda a mulher,quando se veste com as roupas de dança do ventre , permite-se entrar em contato com o que há de mais feminino:saia , maquiagem, ornamentos e adereços.Elementos que esquecemos,para adaptar-nos ao dia a dia,competitivo e estressante, onde acabamos abrindo mão deste lado.

Este é portanto, o arquétipo da dançarina do ventre.Ela é a própria representação do feminino em toda sua forma e força. O que acaba sendo , muitas vezes , um resgate,por tudo isso estar enterrado no interior das mulheres.Seja devido ao ritmo de vida que levam, ou as repressões que começam a surgir desde a época da adolescência. Sem falar também da história dos nossos ancestrais, que carregamos em nós mesmos.
Todo o medo e inseguranças são dissolvidos por essa atividade,porque ela justamente ensina algo simples, e ao mesmo tempo,difícil de conseguir:amar-se. esta é a chave fundamental para enfrentar um público (ou o outro) e ter de expressar-se sem medos.

Merit Aton-Dança do Ventre- Dança do Coração

ed.Radhu

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Poesias de Omar Khayyam

Quando nasci?

Quando morrerei?

Nenhum homem pode evocar o dia do seu nascimento ou prever o de sua morte.Vem ó minha deliciosa amada!

Quero esquecer ,na embriaguez, a nossa incurável ignorância.O imenso mundo: um grão de areia perdido no espaço.

Toda a ciência dos homens: palavras
Os povos ,os animais e as sombras dos sete climas: sombras

O resultado de tua meditação:nada.

Silêncio, ó dor da minha alma! Deixa-me procurar um remédio.

É preciso que eu viva. Os mortos não têm memória. E eu quero rever a minha amada....

Quando cambaleares ao peso da dor, quando os teus olhos não tiverem mais lágrimas,pensa nos campos de verdura que brilham depois das chuvas

Quando o esplendor do dia te exasperar, quando desejares que uma noite eterna desça sobre o mundo, pensa no despertar de uma criança

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Livros para Consultar:

 

Les milles et une danses d’orient -Wendy Bonaventura ed. Cuthand. Paris.

Serpent of the Nilo-Wendy Bonaventura-Women and Dance in the Arab Word-s sagi books .Londres.

The Belly Dance Book. Serena and Alan Wilson Ed. Megrau Hill Book Company

The Newant of Belly Dance; Adele Vergara with Roman Balladine and Sule ed. Celestial Arbs - Millbras

The Compleat Belly Dancer; Julie Russo Mishkin and Marta Schill ed.Doubleday and Conmpany the Garden City-N.Y.

Dance e Recrie o Mundo. Lucy Penna summus editorial
Dança da Ventre-A dança do coração Merit Aton;ed. radhu

Dança do Ventre Málika;ed.melhoramentos

A deusa Interior- Suely Liz

Orientalismo Edward W. Said ;companhia das letras

A Prostituta Sagrada Nancy Qualls-Corbett .ed.paulinas

Danças Circulares Sagradas; Renata Carvalho Lima Ramos- organizadora;ed.triom

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HORÓSCOPO POR MAGDA MARIOLANI

Para saber mais sobre astrologia, mapa astral, etc...visite o Site da Astróloga Magda de Mariolani, com horóscopo quinzenal :
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Os Signos e a Arte da Dança do Ventre

*Num nível mais profundo, não existe um signo apto a se desenvolver na dança do ventre e outro que não possa, é verdade que os eixos Áries- Libra e Touro-escorpião têm demonstrado bastante afinidade com a dança, mas as tendências específicas para a dança ou qualquer vocação só podem ser reveladas pelo mapa astral do indivíduo e não apenas pelo signo solar, além do mais os benefícios físicos e emocionais dessa arte estão abertos à todas, basta que queiram praticar.

O que vemos abaixo são algumas orientações simples e rápidas para todas as que se interessam pela dança do ventre
 

*ÁRIES*
*A dança do ventre encontra um solo propício entre os signos de Áries e Libra, no entanto a ariana, regida por marte, é muito independente e voltada para a vanguarda , por isso a arte em geral lhe faz bem, suprindo a sua necessidade de ser livre . Revolucionária e carismática, ela inspirará outros a praticarem a dança do ventre, e nunca faltará fôlego para a incansável ariana que fugirá ao modelo tradicional, inovando em suas roupas e incorporando a sua famosa "espontaneidade" para criar um estilo totalmente diferente e de alto impacto.... Seu maior problema pode ser a pressa : Precisa lembrar que até mesmo o " Poderoso Ariano" precisa de tempo para evoluir, se respeitar isso, não medirá esforços para aprimorar sua arte e aproveitar sua genialidade.

 

*TOURO*
*Aqui também, no eixo Touro e escorpião, nós vemos o desenvolvimento dessa arte. É natural e imediata a empatia da taurina com a dança do ventre. Este signo, regido por Vênus, é também um grande sensorial e na arte partirá em busca das formas e da feminilidade. Além disso, essa arte se desenvolveu grandemente no Egito, civilização de fortes características taurinas ( eles adoravam o próprio animal como símbolo de fertilidade ), o que faz com que a maioria dos nativos se sintam "alinhados", com um bem-estar muito grande praticando ou simplesmente admirando essa Arte.
 

*GÊMEOS*
Inquieta, a geminiana sente que tem muito a conhecer e trocar com todos que praticam a dança do ventre, sua curiosidade natural vai levá-la a mil e uma estórias que ela passará às outras em infindáveis noites no telefone, internet, escritos, etc.. Ela é o informante do zodíaco. Faz tudo isso enquanto seu corpo se aprimora incansavelmente, pois também não lhe falta fôlego, aliás ela precisa de muita atividade física. Seu único problema parece ser o excesso de interesses, em alguns momentos sentirá necessidade de cortar algumas atividades para alcançar o aprimoramento desejado. Tendo muita energia nas mãos, a criação das roupas de dança do ventre poderão também chamar sua atenção.
 

*CÂNCER*
Regido pela Lua, até o mais "pacato" canceriano guarda um boêmio dentro de si, seu interesse por poesia, cultura, histórias antigas, e pelo fantástico vão levá-lo a desfrutar ótimos momentos com essa arte. Além do mais este signo precisa muito de formas " não-racionais" de expressão. Essa arte será como uma grande viagem que vai colocar a canceriana em contato com arquétipos femininos, isso a tornará mais forte fazendo com que seu universo emocional ultra-sensível seja equilibrado. Em seu estilo, ela pode explorar " A Grande Mãe", a mulher repleta de energia ying que age como um imã, pois é sempre bom estar ao seu lado, ou explorar seu lado misterioso.
 

*LEÃO*
O centro das atenções parece ser uma posição natural para os leoninos, isso se deve não só ao narcisismo, mas à força de sua personalidade que consegue sustentar " um mundo inteiro " à sua volta. A leonina se sentirá fatalmente atraída pelo brilho e glamour da dança do ventre, suas roupas serão chamativas e bonitas, no entanto não deve se esquecer do mais importante : incorporar a irreverência pessoal e alegria de viver ao seu estilo de dança, pois o mais atraente em sua Arte vem da sua personalidade, e não do mundo exterior. Com o tempo, ela acabará entusiasmando outros a se aproximarem dessa arte.

 

*VIRGEM*
O Brasil é um país virginiano e aqui o " culto ao corpo " atinge proporções até absurdas.Este é o signo do aprimoramento físico e do aperfeiçoamento da matéria. A virginiana as vezes se embaraça na busca pela perfeição, exigindo demais de si em sua vida e nos relacionamentos. A dança do ventre pode lhe fazer muito bem, suprindo sua eterna necessidade de aprimoramento, de atividade física, e de buscar uma expressão para sua feminilidade, ao mesmo tempo em que deixa de ser tão perfeccionista em sua vida pessoal. Ela se empenhará em adquirir muita técnica e pode criar roupas de bom gosto, mas por trás de toda essa disciplina, não deve esquecer que tem de colocar também sua criação pessoal.

*LIBRA*
O eixo áries- Libra é bem propício à essa arte. Libra rege exatamente a região dos quadris, e a libriana artística, sempre em busca da estética vai se realizar muito com a prática . Também não poupará esforços para aperfeiçoar o estilo, afinal melhor que ninguém, ela sabe o que significa " A Arte pela Arte ". Poderá se apresentar com roupas bonitas e criativas, pois está à vontade com a estética, além disso vai levar a dança à muitos lugares e pessoas, o que faz parte de sua necessidade natural de contatos. Um dia poderá descobrir também que por trás de toda essa fascinação estética está sua própria busca de significado, da criação de um mundo harmônico onde desfrute de equilíbrio pessoal.

 

*ESCORPIÃO*
O eixo Touro- Escorpião está em casa com a dança do ventre, o motivos são óbvios : este é o eixo da fertilidade, da energia sexual , do corpo e dos aspectos emocionais profundos da vida. A nativa de escorpião, regida também por Marte, encontrará na dança um meio de canalizar sua alta energia física, além do mais, essa arte vai equilibrar a sua sensualidade, fazendo-a entender que vida afetiva não é sinônimo de conflito. Mais do que qualquer um, ela precisa sentir a intensidade da vida e dos sentimentos, e a dança do ventre vai fazê-la entrar em contato com sua feminilidade profunda, regenerando totalmente suas energias e dando novo significado ao seu cotidiano.
 

*SAGITÁRIO*
Aqui temos um amante natural da dança e do teatro. Com tanta energia a sagitariana precisa de atividade física. Além do mais, a esta é a " mulher no mundo dos homens", ela trabalha, se divide em mil tarefas, sempre dando conta de tudo, precisa reservar espaço para uma atividade feminina como a dança do ventre. Mas sem " dondoquices", ela é um espírito livre. Polivalente, organizará também o vestiário, os cursos e o marketing. Deve se lembrar que o maior benefício dessa arte não está na competição nem na velocidade, mas no prazer de evoluir e aprender mais, a dança vai satisfazer sua necessidade de entrar em contato com outras culturas, ampliar sua visão de mundo, e ela passará este prazer aos outros com muito entusiasmo.

 

*CAPRICÓRNIO*
O Capricórnio tem sido muito relacionado com o Balé clássico e os motivos são óbvios : Esforço, constância, Tempo, disciplina e rigidez. Tudo isso é necessário para a formação do dançarino, aliás, ao contrário do que muitos pensam, arte e disciplina sempre andaram juntas. Este signo da terra não medirá esforços, se gostar da dança do ventre, seu desenvolvimento será melhor com o tempo, sem pressa, será um prazer fazer bons cursos e aprimorar sua arte, antes de mostrar isso ao público, se sentirá estruturado e mais seguro. Por dentro do rígido Capricórnio existe um canceriano sensível e os benefícios que a dança do ventre vai proporcionar aos seus sentimentos vão deixá-lo fascinado, além do mais este também é um signo de bastante energia feminina.
 

*AQUÁRIO *
Aqui temos um signo vanguardista que pode se interessar pela excentricidade da dança do ventre. Genial e criativa, a aquariana revolucionará o vestuário, suas roupas se destacam, mas deve fugir das " dondoquices", das " mesmices" e explorar seu estilo diferente sem perder o bom gosto, sua expressão normal é se destacar dos outros, assim ela acrescentará algo novo à essa arte. Com o tempo as pessoas entenderão que " era exatamente isso o que faltava" e os críticos passarão a admirar sua inovação, mas lembre-se : Até que isso aconteça é necessário muito trabalho e dedicação, afinal aquário é a revolução, mas não por acaso e sim com responsabilidade de criar um mundo melhor.

 

*PEIXES*
Miragem, teu nome é Peixes....O último signo já não se limita mais aos aspectos racionais da vida, a pisciana vê o mundo com outros olhos. Profunda, fantasiosa, com ela descobrimos que a realidade vem depois da arte e "o essencial é invisível aos olhos ". A dança do Ventre vai fasciná-la, fazendo-a se sentir uma "canalizadora" dos poderes femininos e mágicos do Cosmos. Afinal, crenças antigas nos ensinam que o mundo foi criado a partir da Dança e isso nos leva à uma visão cosmológica, onde a coreografia assume o papel de expressão e ordenação da vida, a qual não existiria sem ela, pois sem a "dança-cósmica" tudo seria uma massa confusa. Daí temos : a dança da vida, dos planetas, universos paralelos, etc... Significado , teu nome é Peixes........

AS FACES DA TERRA

**De origem ainda imprecisa, essa arte ( dança do ventre )se desenvolveu grandemente no Egito, e devemos lembrar que esta civilização foi fruto da Era Astrológica do signo do Touro, o qual trouxe um momento de grande domínio sobre a matéria quando pela primeira vez, a humanidade se esmerava na construção de cidades e no domínio dos recursos naturais como nunca antes. Assim nasceu a civilização Egípcia, profundamente identificada com os valores desse signo da terra, o que foi refletido em todas as suas atividades, desde a mumificação ( apego à matéria), até a arte sensorial que desenvolvera.
 

A EXPRESSÃO DA TERRA

**A era de touro já se foi, dando lugar ao período bélico de Áries e atualmente estamos finalizando a era de Peixes, mas dentro de uma civilização que segue séculos do modelo patriarcalista onde o homem não se intera mais com a natureza, mas parte para adulterá-la, tal modelo, como qualquer um, já sofre os desgastes do tempo .

**Tal fenômeno têm ocorrido em sequência desde a década de 60 ( Urano- Plutão), no signo de virgem, depois a conjunção (urano -netuno- saturno) de 89 à 91, no signo de Capricórnio, enfraquecendo a figura do homem na sociedade : assistimos ao esfacelamento de estruturas rígidas de poder ( queda do muro de Berlim, fragmentação da URSS, escândalos na família real Inglesa por causa de uma mulher ...)

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Nomes Femininos

*Shadia* Nariman* Dúnia* Nájua* Shahraman* Leila *Lamia

*Liuá* Badia *Helua* Haiet *Harissa* Chadia* Shamsi Sahra*

*Sultana* Suhaila* Soraia* Amira* Maleka* Nelli* Nura* Nuhad*

*Nadima* Safira* Eptissam* Elissa* Habiba* Randa* Randalh *

*Camélia* Noua* Jamile* Jihan* Zarena* Howaida* Nariman*

*Zena* Aida* Souhair* Sâmia* Telassim* Samja* Amura

*Shahira* Sharina* Meliá* Dalila* Darena* Dalal* Souad

*Nabila* Záhua* Mona* Mauad* Núbia* Amal* Sâmra*

*Samara* Hanan* Nur* Mágida* Karinê* Hindia* Doha* Safah*

*Fifi* Aisha* Jade* Radija* Latifa* Sabah*


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As grandes estrelas da dança árabe

uma homenagem sincera a estas mulheres que dedicaram a vida à dança

*Nagwa Fouad*

Nascida em 1942 , na Alexandria, sonhava em atuar no Cairo; aos 16 anos alugou um traje e passou a dançar para turistas, foi presa por ser menor de idade, mas conseguiu convencer as autoridades a alterar sua idade para poder continuar dançando.

Aos poucos foi ganhando notoriedade ao se apresentar nos mais renomados hotéis e cassinos do Cairo. Ganhou músicas feitas especialmente para ela, dos mais famosos compositores, para as quais fez coreografias antológicas. Foi pioneira em mesclar e adaptar elementos da dança ocidental em seu espetáculos .

Por sua elegância, e refinamento técnico, foi convidada a dançar para todos os presidentes do Egito, em diversas comemorações nacionais. Atuou em mais de 100 filmes para cinema, e realizou inúmeras tourneés pela Europa e EUA. Atualmente com mais de 70 anos ainda se apresenta em pequenas temporadas. Ela é um ícone vivo da época mais glamurosa e respeitada da dança no Egito.

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*Mona Said*
Um dos maiores talentos que a dança árabe já conheceu! Técnica apuradíssima e interpretação impecável da música árabe fez dela um verdadeiro mito, adorada pelos mais exigentes apreciadores da dança, que se reúnem em pequenos cabarés para assistirem longas interpretações de músicas clássicas , dançadas como se fossem oração por essa egípcia descendentes de africanos, quase mulata.

Divide sua trabalho entre Cairo e Londres. Teve sua carreira encurtada por não concordar com os rumos comerciais e sensacionalista que a dança tomou nos últimos anos.



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*Sohair Zaki*
Delicada e feminina ao extremo, deslizava pelo palco e marcava a música com precisão de acentos e ondulações impecáveis. Dançou para Príncipes e Sheiks de todo o mundo árabe, filmou clips com vários cantores famosos, ainda na década de 60. Adorada por conservar a dança na sua linguagem clássica, e apesar de estar afastada dos palco por sua idade avançada, ainda é lembrada como umas das maiores artistas do Egito.

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*Lucy*
Nascida na rua dos artistas , no centro do Cairo, de origem humilde, sempre sonhou em ser bailarina.

Fez todo o circuito tradicional das baladis egípcias: dançando em cabarés , hotéis , teatros e nights-clubs durante vários anos, até chegar a ter seu próprio night-club, onde dirige , produz , canta e dança em espetáculos que chegam a duas horas em cena, com no mínimo 50 músicos! Afirma que sua dança é uma prece oferecida a Alah. Seu estilo é sofisticado e intimista.

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*Samia Gamal*
convidada por Badia Massabni a atuar em sua companhia, participou do início da profissionalização da dança no Cairo. Suas apresentações tiveram muita influência do cinema norte americano, no estilo dos musicais dos anos 40 , pois foi ela quem primeiro levou a dança para a América.

Foi apaixonada pelo cantor e compositor Farid-el Atrash, essa parceria amorosa e artística nos deu inúmeras canções, filmes e coreografias. Todavia não chegaram a se casar. Teve uma respeitada carreira como bailarina e atriz deixando mais de 80 filmes. Morreu em 1994.

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*Fifi Abdou*
A mais ousada e polêmica bailarina do Egito. Saída do bairro pobre de Shoubra, é a típica baladi que ascendeu socialmente através da dança

.Com uma técnica de quadris invejável, energia explosiva, e uma personalidade apimentada, pode-se dizer que ela representa a contestação do artista num país ditatorial. Seus shows incendeiam platéias e atraem legiões de fãs do mundo inteiro.

Ela é ao mesmo tempo amada pela sua arte , e odiada pela sua liberdade.Com cachês altíssimos, faz generosas doações para famílias carentes, recebe críticas dos conservadores mas não deixa nenhuma sem resposta. Faz temporadas longas com peças teatrais , geralmente de conteúdo polêmico.Com orquestras de 50 músicos eletriza platéias em shows ao ar livre.

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*Nadia Gamal*
:Nascida no Cairo, mas radicada no Líbano, onde nos gloriosos anos 60, consolidou uma das mais bem sucedidas carreiras do Oriente. "a Grande Dama da Dança" com a denominavam os libaneses tem um estilo inimitável que reúne força , sensualidade, dramaticidade e autêntica alegria ao dançar.

Realizava tournées pela Europa e EUA, sendo uma das primeiras bailarinas a ser convidada para ensinar a dançar em universidades americanas e canadenses. Seu talento deu origem ao que se convencionou chamar de "estilo libanês" na medida em que criou diversos passos e seqüências copiados até hoje. Morreu em 1990.



 

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*Naima Akef *
Nascida numa família circense, tinha inúmeros talentos como bailarina , cantora e atriz, com um estilo expressivo e cheia de alma, marcou presença em mais de 30 filmes. Morreu nos anos 60.

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*Badia Massabni*
Dirigiu , no anos 20 e 30, o Cassino Ópera , no Cairo, apaixonada pela arte e boêmia, foi responsável por lançar vários artistas entre músicos compositores e bailarinas.

Seus espetáculos trouxeram refinamento e sofisticação à dança, introduziu o uso dos sapatos pelas bailarinas ,para se distinguirem das gawazees que dançavam livremente nas ruas. Lutou pelo respeito e profissionalização da dança. e teve reconhecimento oficial, pois existe hoje no Cairo uma ponte que leva seu nome. Infelizmente não temos registro do seu trabalho. Morreu em 1975.



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*Taheia Carioca*
Nascida no Egito em 1919, iniciou sua carreira como membro do grupo de Badia Massabni. Tem seu nome associado às coreografias de ritmos brasileiros que utilizava para a abertura de shows, muito populares nos anos 30.

Muito atuante na política chegou a ser presa. Participou de toda a transformação da dança neste século Seu estilo clássico , e sua desenvoltura no palco ainda influenciam as novas gerações. Apesar de trabalhar intensamente pela arte árabe durante 70 décadas, morreu em dificuldades financeiras em 1999.



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*Mahmoud Redha*


Um dos maiores coreógrafos do Egito, trabalhou junto ao Ministério de Educação e Cultura registrando danças folclóricas de todas as regiões do país e gravando coletâneas com seu grupo. Esse esforço ampliou e consolidou o trabalho dos "artistas populares" grupos de bailarinos folclóricos que abrem os shows de cantores e bailarinos renomados; e serve de referência para os estudiosos de danças étnicas.



 

*Bailarinas Libanesas*

 

*Howaida el Hachim*

Encabeçou a nova geração de bailarinas que surgiram após a guerra, tem estilo elétrico, com um trabalho de quadril acelerado, dona de um dos figurinos mais ricos e caros do Oriente, sua jovialidade e beleza exótica lhe asseguraram presença constante na mídia.

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*Amani*

Une elementos ocidentais contemporâneos numa linguagem técnica bastante elaborada, filha de classe abastada, provavelmente é a única dançarina que cursou universidade.Esforça-se em criar espetáculos com enredo, baseados nos tableaux egípcios, lutando contra a banalização e erotização da dança.

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*Samara*

Muito autêntica,de uma alegria contagiante, e sincero respeito pelo público popular , que se identifica com ela, essa iraquiana, radicada no Líbano, fez uma carreira sólida, sendo uma das artistas mais solicitadas e queridas.

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colaboração: Merit Aton
 

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...Assim eles viviam...

tradiçoes*costumes*valores*


 


 

- o ambiente das ruas -
As cidades árabes tinham como centro uma medina , cidade amuralhada onde estavam os principais mercados, a residência dos governos e a mesquita maior, rodeada por alguns bairros . As ruas principais nasciam das portas das muralhas o resto era um labirinto de ruelas estreitas e tortuosas com chão de terra, cuja altura e direção mudava a cada 100 metros.

No encontro dessas ruelas formavam-se praças que serviam de Zok ou mercado. Os bairros exteriores a muralha tinham seus mercados , mesquitas e banhos próprios. Tanto as portas da muralha como as cancelas se fechavam a noite para evitar roubos. A importância das cidades árabes se media pelo número de suas portas.

 

Como os artesãos e comerciantes se reuniam por grêmios , os bairros tomavam o nomes deles: assim haviam os bairros dos perfumistas, dos pergamineiros, dos tecelões, dos sapateiros. Quase todas as cidades tinham também o bairro reservado aos judeus , e perto da porta principal se achavam o cemitério, separados por credo, e mais adiante o leprosário.
O ambiente nas ruas era alegre e pitoresco, a toda hora circulava pelas ruas uma multidão atarefada ou ociosa que acudia aos mercados onde se vendia escravos livros tapetes, especiarias, existiam herbários que preparavam ungüentos , e berberes que saiam dos campos para vender hortaliças, e entre todo essa gente , pululavam mendigos , cegos, equilibristas, faquires , encantadores de serpentes, narradores de contos e astrólogos.

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- as casas -
A maiorias das casas era de dois pisos, as mais ricas tinham um portão de entrada que comunicava a um saguão por onde se chegava a um pátio central, donde saia um domo arejado para refrescar nos dias de calor.

As escadas estreitas levavam ao piso superior reservado às mulheres. Estes pátios eram ajardinados e possuíam ao centro um fonte. As casas mais humildes, eram parecidas mas muito menores, a porta de entrada dava para um pequeno corredor que dava para um pequeno pátio cuja galeria era sustentada por colunas de ladrilhos. Tanto nas casas ricas como nas pobres o pátio era o centro da vida familiar, e as vezes o piso superior tinha um balcão semi-cerrado por treliças que assegurava as mulheres olhar a rua sem serem vistas.

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- a vida familiar -
A família árabe se baseava no patriarcado, o pai tinha poder sobre a esposa, os filhos e os servidores, e à poligamia, direito a ter mais de uma esposa. Segundo a lei mulçumana cada homem pode ter até 4 esposas, desde que pudesse sustentá-las, mas na prática isso só acontecia nas classes altas.

Os nobres e príncipes tinham concubinas escravas, muitas delas de origem cristã convertidas ao islamismo . O número de concubinas podia ser grande, mas somente as que davam um filho homem ao sultão, alcançavam o título de princesas- mãe , o que lhes dava o direito de ter fortuna pessoal e emancipar-se com a morte do senhor. As outras quando morriam o sultão passavam a depender do sucessor.

Em todas as classes sociais havia um contrato de matrimônio , por meio do qual o noivo se comprometia a pagar um dote a sua futura esposa, e esta, por sua vez ,devia ter o enxoval: roupas de casa e vestidos, jóias e tapetes entre os nobres. Este contrato se firmava antes das bodas que tinham a data fixada por um astrólogo, os festejos duravam uma semana inteira, começavam na casa da noiva que cercada por um cortejo de familiares e músicos ,seguia para a casa do noivo.

Para a mulher o matrimônio era o ato social mais importantte da sua vida, os pais que escolhiam o jovem que melhor dote ofereceria , em terras, ouro ou cabras.

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-a condição da mulher-
Uma vez casada a mulher não poderia mostrar seu rosto, salvo para o marido e parentes próximos. Submetida por completo a autoridade do marido , levava a partir de então uma vida de semi reclusão.

A mulher humilde trabalhava em casa, cosendo e cuidando da família, e a mulher de posição elevada, saia pouco , podia freqüentar os banhos públicos, ir à mesquita e as vezes ao cemitério.

Quando o marido recebia para um banquete em casa, as esposas não participavam, somente se permitia a presença de escravas , cantoras e bailarinas.

Ao nascer um filho se colocavam amuletos de proteção e ao sétimo dia se dava o nome. Somente os mais abastados podiam dispor de escola ou professor particular.

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-Alimentação-
A base era o trigo, cada família fazia seu pão seguindo uma receita que passava de geração em geração, que era levado a assar num forno coletivo, para os pobres, a carne era um luxo reservado as festas religiosas. No inverno tomavam sopa de semola e outras raízes. Eram comuns os purês de lentilha, grão-de-bico, beringela, e as sopas de verduras com especiarias.
 

Os ricos dispunham de bebidas fermentadas e comiam carne em abundância, de carneiro e cabrito, sopas com carne picada, e uma diversidade de doces. Em todas as classes se cozinhava com muito tempero: gengibre, açafrão, canela, cominho, pimenta, e se consumia grandes quantidades de arroz. As bebidas mais comuns eram a água aromatizada com essência de rosas, o aniz fermentado, e chás ; o álcool é terminantemente proibido pelo Corão.
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-os funerais-
Quando morria um membro de uma família pobre , as mulheres da casa gritavam e se lamentavam exageradamente , o corpo era envolvido em um pano branco , e depositado de costas com o rosto virado para Meca ; os cemitérios eram austeros e tinham plantados palmeiras , ciprestes, e olivas. Os ricos construíam sobre a tumba capelas rodeadas de jardins.

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- os banhos -
Eram amantes da limpeza e da higiene, nas casas modestas se lavavam com simples tinas, mas nas casas grandes encontravam-se banheiras de mármore e pedra. Como nas antigas termas romanas , o banho árabe começava com um banho de vapor em uma sala quente , de onde se passava para uma sala temperada, e logo depois, para terminar, uma sala fria.

Os banhos públicos, reservados as classes altas eram verdadeiros encontros sociais, donde se saia depois para passear ou comer. Funcionavam de manhã para os homens, e a tarde para as mulheres . Ali eram servidas por funcionarias que além de massagens, podiam ainda depilar, cuidar dos cabelos e da pele com preparados especiais. Alguns banhos reais, nos palácios, dispunham de um balcão no alto onde ficavam músicos cegos que entretinham os nobres, que desfrutavam de repouso, acompanhados de suas esposas e concubinas.

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- a mulher -
As jóias- a arte de joalheria alcançou um nível extraordinário entre os árabes. A mulheres ricas levavam colares de pérolas e de pedras preciosas, braceletes, pulseiras nos tornozelos, anéis, broches e diademas.

As mulheres mais simples usavam jóias de prata, e um tipo de pérola pequena que se chamava aljófar. Para todas era símbolo de status , e no caso das concubinas todo o patrimônio que se dispunham estava convertido em jóias. As bailarinas também recebiam pagamento na forma de moedas e adornos, daí o fato de terem incorporado muitos destes adornos ao trajes de dança, impedindo assim que fossem roubadas .

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-mercado de escravos-
Um dos negócios mais lucrativos, haviam mercados exclusivos para esse comércio, onde os escravos eram distribuídos de acordo com sua procedência,.No comércio de mulheres o preço mais alto era pago pelas escravas cantoras, quase todas de origem oriental, muitas delas recebiam uma esmerada educação , pois deveriam entreter os senhores por muitas horas nos haréns.
 

Haviam eunucos de muitas raças, que eram operados pelos melhores cirurgiões judeus, que eram destinados aos haréns reais ou privados, uma vez que só eles podiam entrar na ala reservada às concubinas. Os negros eram muito apreciados por sua força física e pela fama de serem velozes corredores.
Outra classe de escravos caro eram os de origem européia, na verdade prisioneiros de guerra, alguns eram feitos eunucos, outros destinados a serviços domésticos; ou ainda serviam na guarda pessoal dos sultões. Os escravos podiam alcançar liberdade indo a guerra no lugar de seus amos, e , se voltassem com vida, eram libertos. Ao se comprar um escravo firmava-se um contrato para evitar reclamações posteriores; e às mulheres faziam examinar por um médico.

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-os deveres religiosos-
A religião serviu para unir diversas tribos e etnias árabes, os homens tinham a obrigação de rezar quatro vezes diárias , e ir a mesquita, se não for impedido pelas obrigações diárias.

A mulher só ia a mesquita às sextas-feiras, dia festivo e de orações em comum, a ala de mulheres não se comunicava com a dos homens. Para eles a mesquita era também um centro de reuniões sociais , onde se divulgavam os editos do governo, e se falava de negócios.

Uma figura importante era o Moecin; funcionário encarregado de anunciar as cinco rezas cotidianas, subia no alto do alminar ou torre da mesquita, e entoava uma melodia religiosa, quase um lamento. Os fieis lavavam os pés, mãos e cabeça , no pátio que invariavelmente possuía uma fonte e entravam no templo descalçados para os ritos.

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*Perguntas e Respostas*


 

De onde vem a dança do ventre?
Do ponto de vista histórico as grandes bailarinas do Oriente Médio ,que servem de referência às estudiosas de dança do mundo todo, são continuadoras diretas das Gawazees , ciganas, nômades ,que desde a mais remota antiguidade viajam pelo Oriente,ora absorvendo ora distribuindo influências.Essa dança passou inclusive pelo Egito Faraônico, (civilização que teve seu ápice em 4000a.C com a construção da Grande Pirâmide),sendo esta arte ,no entanto,anterior ao período dos Faraós.

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Dança do Ventre é árabe ou egípcia?

Faz parte de uma Tradição Oriental que atravessou todas as culturas antigas , hindú,babilônica,assíria,fenícia,persa etc., e que por razões históricas e geográficas estacionou no Oriente Médio ,recebendo daí para frente influências estéticas da cultura Islâmica ,vigente na região.O Egito faz parte do Oriente Médio,é um país islâmico ,e não conserva em sua cultura ,costumes ou arte ,influências do Egito Faraônico. A Dança do Ventre como a conhecemos ,pode ter sido dançada no Egito Faraônico,são suposições que fazemos que não tem nenhuma comprovação histórica ou arqueológica.

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E mais correto dança do ventre ou dança oriental?
Os dois nomes estão corretos. Dança Oriental seria a tradução literal para o termo árabe "raks al sharqi" , ou seja é assim que os árabes a denominam querendo dizer que essa dança vem mais do Oriente do que eles estão.No entanto, no século 19 os europeus quando estiveram no Egito ,usaram o termo "Dance do Ventre"pois era da barriga ou do ventre que saiam os movimentos sinuosas ,as batidas as vibrações, movimentos que não existiam em nenhum folclore europeu.Esse nome se difundiu em muitos países do ocidente ,e aqui no Brasil é o mais comum,e é claro ao se escutar esse termo qualquer pessoa se reporta ao Oriente Médio e suas tradições.

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Qual a idade apropriada para se começar a dançar?
É a única dança que a mulher pode começar com 100 anos! Porque é orgânica,ou seja, os movimentos são naturais ao corpo, não impostos ou forçados, cada mulher tem seu ritmo, forma de dançar de acordo com sua constituição. A Dança Árabe deve ser encarada como um a atividade física e como uma forma de expressão artística pessoal, respeitando-se os limites de cada aluna, em todas as idades a mulher encontra benefícios e estímulos para começar a dançar.

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Existe algum ritual de iniciação (em nossos dias) para a mulher que queira desenvolver-se na arte da dança do ventre? O que gostaria de saber também é do motivo de algumas dançarinas mudarem seus nomes de batismo, é apenas para fins artísticos ou existe um ritual ou cerimônia com base mística? Caso exista algum significado místico nestas cerimônias, quem seria a pessoa ideal para executá-lo e como? A presença do véu deve ser tida como sagrada ?. de preferência com dados registrados historicamente, quero passar a informação bastante segura para esta aluna ou qualquer outra pessoa. Confio muito em sua seriedade e é por isso que fiz questão de perguntar . Obrigada. Sylvia Recife/PE R.

Não existe nenhum dado histórico que aponte para rituais de iniciação das bailarinas ao longo dos tempos. Não se esqueça que a dança do ventre é orgânica,ou seja, é natural do seu corpo, isso significa que você não tem que pedir autorização ou benção de ninguém para começar a se expressar através da dança.Os rituais de iniciação são uma coisa muito séria que pertencem às tradições espiritualistas do Oriente (China ,Tibet,Índia,Japão). Isso não significa que você não deva respeitar as grandes mestras que já tem um trabalho consagrado porque a arte não é um processo individual, mas é um trabalho coletivo através das gerações. No Oriente Médio as bailarinas dançam com o nome e sobrenome de batismo, aqui no Ocidente para dar maior credibilidade e proximidade com uma outra cultura, que não é a sua própria,é comum as bailarinas adotarem um nome árabe para fins artísticos. Isso agrada ao público e aumenta a empatia, porém não é obrigatório você tem que se sentir a vontade com esse novo nome. . Só para finalizar: continue pesquisando, não aceite informações que não tenham comprovações históricas (livro, autor, data histórica, fonte). Existe muita mistificação desnecessária e mentirosa em torno dessa dança."O Caminho da Arte é o caminho da Verdade".
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E hoje como dançam as bailarinas no Líbano e Egito? descalças ou de sapatos?
Apesar da sofisticação dos shows de hoje em dia e do crescente profissionalismo as grandes estrelas do Egito ainda preferem tirar os sapatos, que são usados só para abertura de shows.Graças a Nadia Gamal Mestra que estabeleceu um novo padrão técnico para a dança do ventre e que dançava no Líbano na maior parte do tempo, ficou estabelecido naquele país o uso de sapatos pelas profissionais.O que podemos concluir é que usar sapatos ou não é uma questão pessoal. Não existe regra: depende da adaptação de cada bailarina....

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É certo dançar descalça ou de Salto?
Com todas as Danças e artes do Oriente,podemos acreditar que nos primórdios, a Dança Árabe também era realizada com os pés descalços.Todos sabemos que o contato com os pés na terra aumenta a conexão com as energias telúricas,favorecendo a dispersão das cargas negativas acumuladas, pois a terra tem a capacidade de transmutá-las e renová-las.Em 1929 a libanesa Badia Massabni abriu uma casa de shows no Cairo, Egito.Lá trabalhavam as grandes Mestras da dança,que definiram nossa forma de dançar até hoje:

Taheia Carioca, Samia Gamal, Naima Akhef, presentes nos filmes em branco e preto, indispensáveis para uma verdadeira estudiosa .Elas passaram a utilizar sapatos como forma de sofisticar uma apresentação e para se diferenciar das bailarinas de rua, muito simples, e que então já era uma tradição no Cairo.

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Toda música árabe pode ser dançada?
 

Claro que não! Os ritmos são específicos para dança, é preciso educar os ouvidos para a música árabe que é bastante rica e complexa, uma boa forma é assistir os vídeos das bailarinas egípcias,pois pois elas dançam todos eles com a perfeição de quem nasceu escutando.

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Existe um alongamento específico para essa dança?
Nesse caso deve prevalecer o bom senso! Nenhuma atividade física deve ser feita sem alongamento e aquecimento, no Oriente não se cultiva o corpo como no Ocidente....então você pode usar várias técnicas dependendo da sua bagagem de estudo.....eu mesma prefiro me apoiar na Ballet, mas existem outras maneiras de se preparar o corpo para uma aula de dança. Mas não caia no erro de transformar sua aula num estudo avançado de anatomia! A dança tem uma linguagem própria que deve ser respeitada! Quem foge muito ou enxerta conteúdos de todos os lugares , certamente não domina suficientemente o assunto e usa termos difíceis e até pouco conhecidos para passar por entendida.

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Homens também dançam o Ventre?
Essa pergunta é bastante polêmica! Se você considerar que a Dança é um folclore, e o folclore pertence ao povo e não só a um dos sexos, os homens dançam todos os ritmos da sua cultura, e isso é uma manifestação bastante espontânea no Cairo! Música e dança são fatores determinantes para a preservação de valores culturais muito antigos! Mas não podemos esquecer da dimensão de expressão da alma feminina, que encontra tanto espaço na dança do ventre! A dança como espetáculo não aceita essa deformação! Porque é simplesmente um homem vestido de mulher imitando a movimentação e os trejeitos femininos, mesmo que ele realize os movimentos com bastante técnica o resultado é caricato e até agressivo para o público. Se algum homem se interessa pela dança árabe tem muitas variações folclóricas que pode estudar e compor um show bastante interessante.

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Existe idade certa para se começar a aprender?
Eu aconselho sempre depois dos 15 anos porque já se tem estrutura emocional para lidar com outros aspectos que surgem, além do corporal. Existem poucas professoras que se dedicam a ensinar crianças, e que fazem isso bem, elas precisam de uma linguagem e ritmo de aula adequados,a parte folclórica, as danças de grupo , quase como quadrilhas, são bem saudáveis para elas. No entanto devemos preservá-las de uma erotização precoce, ou de uma egolatria desmedida, e stress de participar de um espetáculo, com muitos ensaios e responsabilidades também deve ser avaliado....é preferível estudar Ballet, que fornece uma base sólida para qualquer dança, e , crescendo, se manifestar interesse, apoiar.
 

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Existe alguma relação com os 7 chacras?
Sim, em todas a tradições antigas do oriente, a percepção do corpo e do movimento era mais holística e integrada, no ocidente a questão energética ainda gera polêmicas, ativar as energias que compõem o Universo através da prática de técnicas orientais depende da maturidade e sensibilidade espiritual de cada um.

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Podemos usar elementos de técnicas ocidentais ou devemos nos esforçar para sermos fiéis ao Folclore?

Uma bailarina de outra cultura sempre trará em sua bagagem, técnica e feeling de suas experiências pessoais,e isso certamente despontará no seu trabalho,devemos lembrar que a arte é viva e é um processo dinâmico, grandes talentos sempre alargam os limites do possível ou do aceitável até então; mesclar elementos e recursos , traz também um toque contemporâneo.

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Em que medida a Dança do Ventre contribui para o desenvolvimento pessoal ?
A Dança do Ventre é sem dúvida ,uma forma rápida de retomada do Poder Feminino, poder entendido não apenas no sentido político de emancipação e ascensão social, mas no sentido Cósmico,ou seja o poder feminino na Criação,a energia feminina que gera, multiplica e transmuta todos os elementos.





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Todas as mulheres podem dançar?
Sim! Eu sou a favor que todas se dêem essa chance! Mesmo as que por um motivo ou por outro não consigam realizar alguns movimentos, ou atingir um padrão técnico excelente, o contato com essa energia e o processo que ela desencadeia é muito enriquecedor! Já vi mudanças profundas na vida e na saúde de mulheres que começaram a dançar mesmo que por hobby, é sabido que essa é uma forma poderosa de se trabalhar a auto-estima e de exercitar as qualidades femininas, que nos dias de hoje estão desvalorizadas!
 

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Uma boa professora tem que ser necessariamente bailarina ?
Não. ensinar é quase uma missão! existem boas bailarinas que não têm didática, ou jeito para sala de aula....existem aquelas que estudam e se dedicam muito mas não escolheram o palco para trabalhar preferem desenvolver seu trabalho e talento para dança em sala de aula. O importante é levar qualquer uma das carreiras, com seriedade e respeito, pois um dos maiores problemas da dança árabe é a quantidade de gente sem qualificação e sem escrúpulos trabalhando, e comprometendo o mercado como um todo.



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...um antigo poema de amor....
Feliz o momento em que nos sentarmos no palácio ,

dois corpos , dois semblantes , uma única alma - tu e eu.

E ao adentrarmos o jardim , as cores da alameda e a voz dos pássaros nos farão imortais - tu e eu.

As estrelas do céu virão contemplar-nos e nós lhes mostraremos a própria lua - tu e eu.

Tu e eu , não mais separados , fundidos em êxtase , felizes e a salvo da fala vulgar - tu e eu.

As aves celestes de rara plumagem por inveja perderão o encanto no lugar em que estaremos a rir - tu e eu.

Eis a maior das maravilhas : que tu e eu , sentados aqui neste recanto , estejamos agora um no Iraque , outro em Khorassan - tu e eu.

- Jalal ud-Din Rumi - séc.XIII



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*Você é Espelho*
Quando tudo a sua volta for escuridão, use seu brilho interior.
Quando todos desacreditarem da sua capacidade, mostre a sua força e insista um pouco mais.
Quando tudo parecer mais forte e te sufocar, mire no seu objetivo e continue lutando.
Desistir de um plano, de uma meta ou objetivo, é ficar andando em círculos.
É como recomeçar em uma longa estrada... Não ouça os pessimistas, acredite na sua idéia, na sua força.
Poucos são aqueles que fazem previsões otimistas, a grande maioria aposta na derrota.

 

Faça a diferença! Existem milhares de médicos, psicólogos, contadores, advogados, mas você é único, e pode criar um diferencial na sua profissão, seja pela simpatia, pela competência, pela inovação.
Seja diferente, seja moderno, seja aberto ao mundo. Resolva-se interiormente: decida-se por um objetivo e concentre todos os seus recursos nessa conquista.
Ninguém resiste aos determinados. Não aceite a situação como lhe aparece. Limpe a sua mente, fuja da miséria.
Para terminar, lembre-se: Deus é abundância. Deus é prosperidade, é alegria, é vida, não se contamine com a dor, com a doença, com a pobreza. Não aceite uma vida triste, sem cor, sem amor, sem saúde, sem dinheiro, sem respeito.
Você nasceu para brilhar, para vencer, para mostrar aos outros o que é viver em harmonia com a vida, com Deus e com você mesmo. Eu acredito em você! *
(anônimo).

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